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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Filmes que fazem refletir sobre a realidade brasileira

Muito de fala da situação de nosso país. A sociedade quer que se puna os bandidos, os traficantes. Males da sociedade que denigrem a imagem do país seja interno ou externamente.

Mas não podemos esquecer que um criminoso não pode ter vida longa no crime se não há participação de outras pessoas. A corrupção prolongada é fruto de pessoas. Um indivíduo corrupto ou bandido será preso em tempo hábil quando não existem meios de ele se safar constantemente das garras da justiça.

O que acontece em nosso país é o contrário. Há oportunistas que exploram os bandidos, os transgressores das leis. O calarinho branco - crime cometido por uma pessoa respeitável, e de alta posição (status) social, no exercício de suas ocupações –, os políticos criminosos e tantos outros cidadãos destroem vidas em nosso país.

Os filmes abaixo representam um verdadeira aula sociopolítica no contexto brasileiro.

Vamos aos filmes

Lúcio Flávio – O passageiro da agonia

Famoso bandido da década de 70 que tornou-se nacionalmente conhecido pelos roubos a banco e fugas espetaculares. Mas o que é interessante é a corrupção dentro da polícia. Há um grupo de policiais que chantageia Lúcio. Para mantê-lo livre das grades cobram por isso. Vê-se claramente que a corrupção nas instituições públicas já é algo corriqueiro.

Pixote – A lei do mais fraco

Pixote foi abandonado por seus pais e rouba para viver nas ruas. Ele já esteve internado em reformatórios e isto só ajudou na sua "educação", pois conviveu com todo o tipo de criminosos e jovens delinquentes que seguem o mesmo caminho. Ele sobrevive se tornando um pequeno traficante de drogas, cafetão e assassino, mesmo tendo apenas onze anos.

É um retrato da situação infantil no Brasil, ainda presente. Com a escassez de virtudes em nosso país, falta de políticas sérias e eficientes para dar ensino escolar de boa qualidade – merenda, aulas em períodos integrais, atividades esportivas, passeios a museus e bibliotecas - as crianças e adolescentes ficam a mercê de traficantes, pedófilos e tantas outras pessoas cruéis.

Não há, também, medidas eficientes sociopolíticas em relação à educação sexual. Os jovens de hoje fazem sexo sem qualquer critério. A maioria faz sexo sem preservativos – muitos contraem diversas doenças sexuais transmissíveis, sendo a mais comum a herpes simples genital. Além das DST há a gravidez precoce. O Brasil possui um índice de aborto altíssimo seja nas camadas sociais de pouco poder financeiro ou de alto poder financeiro. A questão é que no primeiro caso não possuem dinheiro para pagar um médico – e é crime o aborto no Brasil- para abortar, enquanto a segunda classe social tem dinheiro para contratar um bom médico. Muitas das meninas ou mulheres acabam tendo complicações futuras porque o ato abortivo tem várias complicações:

1) Laceração do colo uterino provocada pelo uso de dilatadores;

2) Perfuração do útero;

3) Hemorragias uterinas;

4) Endometrite (inflamação) pós-aborto (infecção uterina secundária, decorrente do aborto);

5) Histerectomia (extração total do útero);

6) Abortos de repetição no primeiro e no segundo trimestre de gravidez;

7) Sobre os filhos que podem nascer depois do aborto: atraso mental por causa de uma malformação durante a gravidez, ou nascimento prematuro; abortos de repetição no primeiro e no segundo trimestre de gravidez.

Diante do caos se tem no Brasil um índice de nascimento sem controle, planejamento. Jovens sem maturidade geram filhos e estes não tem bases educacionais corretas. Por outro lado também não tem nos estabelecimentos de ensino público correta educação. Restam às crianças aprenderem “lições” nas ruas. E as ruas são centros de marginalidades, prostituições.

A violência doméstica de crianças é um dos mais praticados no Brasil. Muitos costumam fugir das próprias casas para não serem alvos de violência física e psíquica. Nas ruas aprendem a sobreviverem como foi o caso de Pixote.

 

Cidade de Deus

O filme começa na década de 1960, quando os protagonistas Zé Pequeno, então apelidado "Dadinho", e Bené são pequenos delinquentes na recém-fundada comunidade de Cidade de Deus, construída pelo governo do Estado da Guanabara, como parte da política de remoção de favelas.

Cidade de Deus é um filme da mentalidade social em nosso país. Foi criada como forma de exclusão social. Os menos favorecidos socioeconomicamente foram deslocados para lá. O poder público não fornecia infraestrutura (saneamento básico, escolas etc.). Na verdade foi um gueto oficializado pela sociedade alta e o governo local.

A policia era ali colocada para reprimir os moradores e não para protegê-los. Muitos tinham que conviver com policiais corruptos. Será que ali nasceram as milícias?

Cidade de Deus é um retrato da hipocrisia em nosso país. Racismo, preconceito, tudo velado.

A situação da criminalidade nas favelas – agora deram nomes bonitos como, por exemplo, “comunidade” para esconder a realidade e pincelar um padrão psicológico benéfico nos moradores locais – ainda é atuante, assim como a falta de infraestrutura de modo geral. O preconceito ainda existe para moradores das comunidades. Muitos não conseguem empregos por morarem em áreas de riscos ou comunidades – e por serem negros também; não é à toa que o IBGE de 2010 mostrou que persiste a discriminação quando se fala de negros no mercado de trabalho.

Terminando

O Brasil é um país de desiguais. Velado pela hipocrisia de alguns cidadãos cujos pensamentos são soberbas – e pensar que nos hospitais no momento de operações choram e gemem como qualquer outro ser humano só mudando as condições do estabelecimento, tecidos.

A questão sociopolítica brasileira é psicológica nos relacionamentos interpessoais. Só mudará quando a sociedade não preconceituosa juntos com políticos que possuem a mesma mentalidade se unirem para criarem condições de vida dignas para todos os brasileiros indiferente de raça e cor.

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Sobre o Autor:
Humanista que contribui para a efetiva aplicação do artigo 3°, da CF/1988; (objetivos fundamentais), do artigo 5°, da CF; (Direitos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana), do artigo 37 (princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; principalmente sobre a moralidade administrativa) da Constituição Federal de 1988; e Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana dos quais o Brasil é signatário. NÃO HÁ DIGNIDADE HUMANA NUMA NAÇÃO QUANDO A MAIORIA DO POVO NÃO TEM QUALIDADE DE VIDA SEJA POR: SALÁRIO MÍNIMO QUE NÃO ATENDE AS NECESSIDADES BÁSICAS (art. 7°, IV, da CF); ESCASSEZ OU AUSÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA (art. 144, da CF); SERVIÇOS PÚBLICOS INEFICIENTES (LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995); IMORALIDADE DOS AGENTES POLÍTICOS (LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992); DOENÇAS PROVOCADAS POR PRECARIEDADE NA INFRAESTRUTURA DE SANEAMENTO BÁSICO (LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007); OMISSÃO, NEGLIGÊNCIA DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO AO USO INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA (LEI Nº 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989); VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTARES PARA ABSOLVER AGENTE POLÍTICO CORRUPTO..