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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Até quando devemos relembrar as atrocidades humanas? E como analisá-las e divulgá-las?

“Tenho evitado cuidadosamente rir-me dos atos humanos, ou desprezá-los; o que tenho feito é tratar de compreendê-los”.
(Baruch Espinoza)

Muitos documentários tentam demonstrar as causas de certas guerras e massacres ocorridos entre culturas ou dentro de uma cultura.

No Brasil tivemos uma guerra provocada por questões políticas. Estou falando das eras dos Governos Militares (1964–1985).

Os brasileiros sentiram na pele e na alma o que é uma guerra em defesa de uma ideologia capitalista, EUA. Outros países se uniram ao outro país com outra ideologia, URSS. Perseguições se fizeram com a justificativa da ideologia, assim se comportaram os militares brasileiros da época.

Sabemos que a vida humana é um palco de interesses que atendam as condições psíquicas de cada povo conforme a época e outras condições mesológicas ( topografia etc.) dos quais uma influencia a outra. Disso assumem posturas, crenças.

Continuando, retornemos a Segunda Guerra Mundial. Um evento bárbaro aos olhos do mundo (dito) civilizado. Sem se perder em minúcias (delinear os fatos históricos) temos um quadro da famigerada loucura humana atrás de valores deturpados do ser humano diante vida. Por jogos políticos interesseiros, lucro monetário, nações se levantaram contra nações. O ódio entre etnias se formou num caloroso banquete de atrocidades com justificativas de “raças supremas”, condições genéticas “melhores” para a humanidade – quanto à genética Francis Galton, primo de Charles Darwin, contribuiu muitíssimo para as atrocidades nos EUA (assista Crianças do Amanhã ou Tomorrow's Children, de 1934; sinopse: uma jovem mulher deseja se casar com seu namorado e criar uma família, mas porque sua família foi considerado "defeituoso" por parte das autoridades de saúde estaduais - os pais são alcoólatras preguiçosos que continuam a ter filhos, e vários de seus irmãos e irmãs problemas mentais -, ela é ordenada por um tribunal ser esterilizados para que a sua família "de genes defeituosos" não serão repassados a mais crianças. Seu namorado e um padre bondoso procura desesperadamente uma maneira de parar a esterilização forçada, antes que seja tarde demais.) e na Alemanha Nazista. É certo que muitas pessoas se aproveitaram do ódio racial e da oportunidade de lucrar: jornalistas que atiçaram as mentes revoltadas e sectaristas; comerciantes que elevaram abruptamente os preços dos alimentos para terem lucros maiores – atualmente o RJ sofreu um grande desastre ecológico na Região Serrana e alguns comerciantes passaram a vender águas minerais a R$ 40,00 o garrafão. A polícia está intercedendo -; fabricantes de armas com justificativas de defesa (e pensar no Mahatma Gandhi usou a arte da benevolência com os ingleses e o mundo se sensibilizou a o ajudou).

A Segunda Guerra Mundial foi também um palco dos mais mirabolantes feitos quanto à comunicação de massa, isto é, técnicas persuasivas jornalísticas. Muitos países usaram tais técnicas para cativar o povo local e fomentar ideologias. Claro que muita coisa foi manipulada e o povo acreditou – isso que dá a liberdade de leitura seja ela qual for, mas se faz sempre necessário refletir, ponderar..

Estamos no século XXI e a história humana tem muita dor, mas belezas também. Fica a questão crucial: relembrar as tragédias armadas ou não?

Como fatos históricos, a meu ver, sim; contudo sem apelos emotivos sensacionalistas. Os fatos históricos devem mostrar algo que é perturbador, e ainda existe, no ser humano: ausências de virtudes na totalidade da alma.

Vejo também que as imagens de atrocidades sejam dos nazistas aos judeus, dos americanos aos japoneses (bomba atômica) e dos militares brasileiros aos próprios brasileiros “comunistas” só exercem mais revoltas e alimentam ideias. Por exemplo, quando falo de Hitler vem à ideia de sanguinário, mas para outros foi um grande estadista. Quando falo de militares brasileiros surge à ideia de covardia pelas atrocidades (1964–1985), contudo, em outras pessoas, que defendem o banimento dos comunistas da face da Terra, um feito enorme. E quando se fala na Bomba Atômica se pensa nas famílias japonesas mortas, por outro lado há pessoas que confirmam a necessidade da bomba diante de um povo (japonês) guerreiro e que invadiu, espoliou outras nações.

E disso tudo sairemos acusando quem? Vamos colocar armas às mãos e sair vingando quem? Quem é o correto afinal? Quem não erra? Em quem atiraremos a primeira pedra? E muitos devem pagar pelos erros de minorias?

Mais profundamente houve um filme de Mel Gibson, “A Paixão de Cristo” (lançado à época da dita “semana santa”, em março de 2004), que causou furor criando até uma sensação antissemita. Os poucos que levaram Jesus a crucificação condenaram um povo inteiro. Sim. Judeus.

Jesus foi preso e “julgado” no Sinédrio durante a comemoração do Pesach (a Páscoa Judaica), uma data em que não se realizavam julgamentos, logo o Sindédrio não tinham muitos indivíduos presentes - e não cheio de judeus, gritando e escarrando em Jesus, como é apresentado ou visto por algumas pessoas (quase todas, infelizmente). Mesmo assim, vemos que havia entre eles quem defendesse o Cristo (está documentado na Bíblia). Não se pode refutar que Jesus tinha inimigos entre o seu povo, os judeus. Contudo os inimigos judeus não eram todos os judeus, mas alguns sacerdotes de pensamento narcisistas e manipuladores, que não enxergaram a beleza das mensagens de Jesus, e queriam continuar no poder. Aliás, Jesus disse: “Eu não vim destruir as escrituras, mas confirmá-las”.

Não podemos esquecer que os brasileiros, se assim formos analisar ao pé da letra e de forma estultícia, são racistas, aproveitadores. Como assim? É só nos lembramos da escravidão negra (muitos mortos, estuprados) – não esqueçamos que houve escravidão indígena e não sei o porquê de não comentar como se comenta dos negros - e dos ataques aos japoneses (saques em suas lojas, por exemplo) residentes no Brasil quando Getúlio Vargas declarou que “os japoneses são nossos inimigos”. Então, a quem iremos crucificar agora? Por isso, olhar o futuro com olhos de renovação. Não podemos condenar o presente ou as novas gerações pelos erros dos pais, de outros cidadãos. Se assim ficar perpetuar-se-á os ódios e, consequentemente, os desejos de vingança. E isso é “lucro” certo para as pessoas que desejam guerras porque lucram com isso: vendem mais armamentos.

 

Madre Teresa de Calcutá jamais marcharia numa manifestação “anti” (seja lá o que for), mas “pro”: pro-vida; pro-amor; pro-união; pro-reconciliação; pro-perdão. Ela sabia que qualquer manifestação “anti” criaria mais revoltas. É psicologia reversa pura.

  Quem estuda ou estudou Comunicação sabe muito bem que se pode induzir pessoas com processos de repetição ou explorar as fraquezas da alma. O complexo de inferioridade (  sentimento de que se é inferior a outrem, de alguma forma. Tal sentimento pode emergir de uma inferioridade imaginada por parte da pessoa afligida. É frequentemente inconsciente, e pensa-se que leva os indivíduos atingidos à supercompensação, o que resulta em realizações espetaculares, comportamento antissocial, ou ambos. Diferentemente de um sentimento normal de inferioridade, que pode atuar como um incentivo para o progresso pessoal, um complexo de inferioridade é um estágio avançado de desânimo, frequentemente resultando numa fuga das dificuldades; há também os valores sociais com seus modismos que resultam em graves consequências as pessoas como, por exemplos, o culto ao corpo, a magreza das modelos) é muito explorado nas propagandas e o consumismo é uma das fases

Ah! Esqueci. Politicamente correto devo falar afrodescendente uma pessoa negra. Correto. Todavia o branco também não é afrodescendente? Afinal a origem da humanidade foi no solo africano, logo chego a conclusão que judeus, portugueses, brasileiros, norte-americanos são afrodescendentes. Aliás, quem dividiu a Terra em cartas cartográficas? O que mata não são as bombas, contudo o homem doentio que procura sobreviver às custas de mortes. Seja o industrial bélico, o industrial de alimentos que satura com conservantes para lucrar mais com a vida longa do produto.

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Sobre o Autor:
Humanista que contribui para a efetiva aplicação do artigo 3°, da CF/1988; (objetivos fundamentais), do artigo 5°, da CF; (Direitos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana), do artigo 37 (princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; principalmente sobre a moralidade administrativa) da Constituição Federal de 1988; e Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana dos quais o Brasil é signatário. NÃO HÁ DIGNIDADE HUMANA NUMA NAÇÃO QUANDO A MAIORIA DO POVO NÃO TEM QUALIDADE DE VIDA SEJA POR: SALÁRIO MÍNIMO QUE NÃO ATENDE AS NECESSIDADES BÁSICAS (art. 7°, IV, da CF); ESCASSEZ OU AUSÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA (art. 144, da CF); SERVIÇOS PÚBLICOS INEFICIENTES (LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995); IMORALIDADE DOS AGENTES POLÍTICOS (LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992); DOENÇAS PROVOCADAS POR PRECARIEDADE NA INFRAESTRUTURA DE SANEAMENTO BÁSICO (LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007); OMISSÃO, NEGLIGÊNCIA DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO AO USO INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA (LEI Nº 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989); VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTARES PARA ABSOLVER AGENTE POLÍTICO CORRUPTO..