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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo. Quem tem direito?



Uma batalha entre policiais e os sem-terra gerou inúmeros discursos calorosos contra as truculências dos policiais ao expulsar os invasores da terra particular.

  1,8 mil (mil e oitocentos) policiais militares contra  cerca de 500 pessoas que resistia à ação da PM se tornou em denúncia contra o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU). Várias de instituições e a Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) também encaminharão representação contra o governo paulista.


Os ocupantes do terreno particular invadido, antes da retomado pelos policiais militares, se armaram com porretes, capacetes para motociclistas, pregos etc.
A ordem foi dada e os policiais militares, incumbidos de retomar o terreno invadido, poram-se a fazer o que são obrigados por lei, ou seja, obedecer ao Código Militar cuja negação é passível  de prisão.

 Ocupantes do terreno invadido se armaram para enfrentar os policiais militares

Defensores dos direitos humanos acusam os policiais de excesso de poder, violência, barbarismo. Contudo, o que fazer diante de pessoas que se armaram com pregos encravados nos porretes?

O que acontece em nosso país é a hipocrisia velada. Brasil Progresso defende, sim, a verdadeira democracia, os valores humanitários, familiares, ordem, civilidade. No Brasil há os atos de décadas de descaso com as pessoas menos favorecidas socioeconomicamente, isto é, que, infelizmente pela ideologia das elites brasileiras, nasceram em família sem nome e sobrenome importantes, magníficos. Assim é a razão de tantas desigualdades sociais no Brasil.

Negros e brancos – os pobres - são vistos como aberrações da natureza, empecilhos ao conforto e sossego dos elitizados brasileiros. Guetos surgiram como forma de confinar as classes bastardas e, assim, proporcionar a tranquilidade dos "eleitos" cidadãos brasileiros.

A própria elite brasileira, a hipócrita, porque há os que são ricos materialmente e espiritualmente, minorias, mas existentes, graças a Deus, “treinou” os policiais para combaterem as classes pobres quando estas cometessem delitos penais. Mas, Montesquieu se revirou no túmulo diante das distorções dos direitos humanos, o que podem fazer os pobres miseráveis quando não há como obter as necessidades básicas, e dadas de graça por Deus – já que se coloca nas cédulas “Deus é brasileiro” – quando são reclusos em seus direitos de trabalhar para poderem ter vida digna? É civilizado discriminar, segregar? É bárbaro lutar pelos direitos naturais, de ter alimentos e se alimentar nutritivamente, de querer alfabetizar os filhos, de ter acesso a prestação de saúde eficiente, de poder encontrar transporte público seguro, eficiente?

Chega de hipocrisias! Décadas de segregações raciais, econômicas, ideologias e táticas de manter o “diferente” (negro, indígena, branco pobre) longe dos elitizados brasileiros fez do Brasil que é: bagunça, escárnio ao verdadeiro Espírito da Lei defendido e idealizado por homens livres em suas almas e idéias cujas ações sempre foram voltadas para o extermínio das ideologias burguesas. Não, senhores e senhoras. Apesar de não se falar mais em “burgueses”, “elites” e “feudais”, não há o que desconsiderar que tais palavras ainda são vivas nas vivências socioeconômicas e sociopolíticas no Brasil.

Sim. Brasil Progresso não pode desconsiderar a evolução que se teve a partir da década de 1990. De lá para cá, graças às políticas de abertura as importações, que fomentou a retirada das indústrias nacionais da idéia de não produzir com qualidade, mas apenas abastecer o mercado, ou vender apenas – certo é que o Código de Defesa do Consumidor foi um marco para isso -, a criação de cotas raciais, as “bolsas” (família) criadas para ajudar o povo, não elitizado, é que se viu certa melhoria: não mais famintos, mas, agora, subnutridos; não mais segregados ao direito de aprender, mas, sim, o direito de estudar, pois estudar é tirar o ser humano da ignorância, dos dogmas, dos tabus, do controle das elites brasileiras.

Liberdade, igualdade e fraternidade. Palavras que merecem destaque, revitalização constante, quando se violam direitos naturais sagrados da existência harmônica, equilibrada, saudável.
Se houve excesso de poder por parte dos policiais há de se investigar, mas jamais invocar os direitos humanos em detrimentos de manifestações eleitoreiras, publicitárias. Policiais são seres humanos, possuem famílias também, agem sob o comando irrevogável, irrenunciável, do Código Penal.

É mais do que urgente a reforma agrária, combate real aos verdadeiros criminosos da nação: corruptos, segregacionistas étnicos. Está provado que os “incapacitados”, seja pela cor ou posição inferior socioeconômico, estão se saindo muitíssimo bem nas universidades e provas. Demonstram que não tinham oportunidades devido ao controle segregacionista.

Ah! Há indivíduos que consideram o caos como meio de equilíbrio, mas equilíbrio com as mortes dos  segregados. E que programa mais imbecil de Mulheres Ricas apresentado na Band. Charlie Chaplin em plena crise econômica nos EUA, em 1929, ganhou uma quantia generosa devido a um investimento, mas se sentiu mal por ver os concidadãos, que perderam dinheiro com a crise, na miséria.

Aqui impera a lei de Luiz XIV!

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O trabalho Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo. Quem tem razão? de Sérgio Henrique Pereira foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Brasil.

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Sobre o Autor:
Humanista que contribui para a efetiva aplicação do artigo 3°, da CF/1988; (objetivos fundamentais), do artigo 5°, da CF; (Direitos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana), do artigo 37 (princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; principalmente sobre a moralidade administrativa) da Constituição Federal de 1988; e Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana dos quais o Brasil é signatário. NÃO HÁ DIGNIDADE HUMANA NUMA NAÇÃO QUANDO A MAIORIA DO POVO NÃO TEM QUALIDADE DE VIDA SEJA POR: SALÁRIO MÍNIMO QUE NÃO ATENDE AS NECESSIDADES BÁSICAS (art. 7°, IV, da CF); ESCASSEZ OU AUSÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA (art. 144, da CF); SERVIÇOS PÚBLICOS INEFICIENTES (LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995); IMORALIDADE DOS AGENTES POLÍTICOS (LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992); DOENÇAS PROVOCADAS POR PRECARIEDADE NA INFRAESTRUTURA DE SANEAMENTO BÁSICO (LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007); OMISSÃO, NEGLIGÊNCIA DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO AO USO INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA (LEI Nº 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989); VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTARES PARA ABSOLVER AGENTE POLÍTICO CORRUPTO..