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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Band e sua maestria cultural com Perdidos nas Tribos

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A rede Band de TV está de parabéns pelo Reality Show – bem diferente de outros que só mostram bundas, palavrões – Perdidos nas Tribos. O programa mostra três famílias brasileiras em aventuras nas tribos africanas. Cada família é alocada em uma tribo. As diferenças culturais (dormir, vestir, comer etc.) são enormes entre as tribos e as famílias brasileiras.

Quem gosta de sociologia e antropologia, e até psicologia, o programa é recheado de informações úteis. Por exemplo, os casos de aversões alimentares. Os civilizados comem carnes de forma mais requintada. Em matadouros modernos, animais são jogados vivos em piscinas com água fervente para amaciar a carnes, gansos são alimentados de três em três horas, via cânula, já que o animal não aguenta, com três quilos de pastoso altamente gorduroso para causar hepatomegalia. Alguns exemplos.

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Membro da família Menendez comendo carne de animal abatido. E os civilizados não comem carnes cruas?

Já nas tribos africanas, as famílias brasileiras sentem nojo ao ver animal ser sacrificado com as próprias mãos dos atrasados habitantes para que possam se alimentar. Há uma prática, em certa tribo, que é lançar a pouca distância uma flecha na artéria do pescoço para extrair sangue – o animal não morre, pois tiram só o necessário – e beberem como fonte de alimento.

A tribo Himba segue a poligamia, mas também se vê nas modernas metrópoles brasileiras e mundiais. Nas tribos, as religiões afins e seus rituais. O que se parece estranho, bizarro ou sem quaisquer lógicas também se veem em alguns rituais como transe hipnótico – nos EUA as religiões evangélicas usam tal técnica para dizer que o bispo tem poder.

 

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- Divulgação/Band


A tribo africana Himba, que fica na Namíbia e vai abrigar a família Menendez por três semanas, crê em um monoteísmo diferente do pregado pela igreja católica, judaica ou muçulmana. Para as famílias desta cultura, o deus Mukuru não tem poder ilimitado.

A população acredita muito no poder de seus antepassados, com quem se comunicam através do fogo ancestral, que é mantido aceso pelos líderes masculinos das famílias.

Para eles, Mukuru controla a maioria dos elementos do mundo físico, como terra, água e clima. Já os antepassados teriam poder sobre preocupações locais, como uma doença ou a condição do gado.

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- Divulgação/Band

Esquerda, integrante da tribo Himba elogia e tenta se relacionar com a integrante, direita, da família Mendez. Preconceito é assunto de mentalidade.

 

Dificuldades

As dificuldades encontradas pelas famílias são muitas. Como se deve esperar, a modernidade ajudou, mas ao mesmo tempo tornou os habitantes das cidades sem resistências para as ações normais que a vida exige: caminhar, carregar, preparar etc.

Acostumados a mordomias das grandes metrópoles, as famílias brasileiras passaram sufocos desde a escassez d´água até alimentos. Tal acontecimento até serve como reflexões ao povo brasileiro de que é preciso cuidar muito bem do que tem – patrimônios próprios e públicos, solo, água etc. – de forma a não passarem necessidades.

Em dias de consumismo, incentivados pelo Governo Federal nada mais justo alertar sobre os malefícios do consumismo ao meio ambiente, e aos bolsos dos consumidores. O Brasil tem deficiência em produção de energia elétrica e distribuições desta energia, o que é visível em apagões e a maioria do povo brasileiro ainda não tem luz elétrica.

Setenta por cento do lixo doméstico não recebe tratamento ou não são condicionados em locais ecologicamente corretos, contaminando solo e água, adoecendo os brasileiros.

Enfim, Perdidos nas Tribos da Band serve para nós brasileiros repensar sobre os confortos e os custos destes confortos a custa de – como sabemos – explorações infantis, trabalho escravo, deterioração da fauna e flora. E a quem interessa isto tudo?

Acesse aqui a página oficial de Perdidos nas Tribos.

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Sobre o Autor:
Humanista que contribui para a efetiva aplicação do artigo 3°, da CF/1988; (objetivos fundamentais), do artigo 5°, da CF; (Direitos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana), do artigo 37 (princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; principalmente sobre a moralidade administrativa) da Constituição Federal de 1988; e Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana dos quais o Brasil é signatário. NÃO HÁ DIGNIDADE HUMANA NUMA NAÇÃO QUANDO A MAIORIA DO POVO NÃO TEM QUALIDADE DE VIDA SEJA POR: SALÁRIO MÍNIMO QUE NÃO ATENDE AS NECESSIDADES BÁSICAS (art. 7°, IV, da CF); ESCASSEZ OU AUSÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA (art. 144, da CF); SERVIÇOS PÚBLICOS INEFICIENTES (LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995); IMORALIDADE DOS AGENTES POLÍTICOS (LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992); DOENÇAS PROVOCADAS POR PRECARIEDADE NA INFRAESTRUTURA DE SANEAMENTO BÁSICO (LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007); OMISSÃO, NEGLIGÊNCIA DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO AO USO INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA (LEI Nº 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989); VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTARES PARA ABSOLVER AGENTE POLÍTICO CORRUPTO..