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sábado, 2 de junho de 2012

Desaceleração econômica estoura 'bolha' de entusiasmo com o Brasil no exterior

Manifestantes no Rio de Janeiro. | Foto: AP

Custo Brasil gera preocupação com a estabilidade econômica do país

A desaceleração da economia brasileira estourou o que muitos analistas acreditam ter sido uma "bolha" de entusiasmo pelo Brasil no exterior.

Esse ritmo mais lento da economia brasileira foi confirmado nesta sexta-feira com a divulgação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) pelo IBGE. Segundo os números, no primeiro trimestre deste ano, o Brasil cresceu apenas 0,2% em relação aos três últimos meses de 2011.

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Na segunda metade dos anos 2000, quando o Brasil ganhou a preferência de investidores estrangeiros, os holofotes da mídia internacional e, de quebra, o direito de sediar uma Olimpíada e uma Copa do Mundo, o termo "Brasilmania" passou a ser usado para referir-se ao crescente interesse internacional pelo país.

Agora, não só o fenômeno parece estar perdendo força como já há especialistas denunciando "exagero" nas análises negativas sobre a economia brasileira.

Um desses analistas é Jim O'Neill, economista do Goldman Sachs conhecido por criar o termo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China)."Os mercados financeiros costumam ir de um extremo a outro quando suas expectativas sobre um país não são confirmadas", disse O'Neill à BBC Brasil.

"As previsões para o crescimento brasileiro eram muito elevadas, principalmente depois da alta de 7,5% do PIB em 2010, e ajustes eram necessários. Mas agora há análises que estão exagerando problemas e riscos para o Brasil."

Leia mais: Clique Com agropecuária em queda, PIB sobe 0,2% no 1º tri de 2012

 

Exagero

Richard Lapper, diretor do Brazil Confidential, o serviço de análises sobre o Brasil do jornal britânico Financial Times, concorda. "No mercado, o clima é de que a festa brasileira acabou", relata Lapper. "É como se de repente alguns analistas tivessem descoberto que o Brasil tem problemas."

Entre os "exageros" segundo Lapper, estariam a análise de Ruchir Sharma, do Morgan Stanley, que defendeu, na revista Foreign Affairs, que da mesma forma como o Brasil subiu com os preços das commodities, pode cair com uma eventual desvalorização dos mesmos provocada pela desaceleração da economia chinesa.

Nouriel Roubini, economista conhecido por prever o colapso do mercado imobiliário americano, também voltou de uma viagem pelos Brics, em fevereiro, recomendando um "choque de realidade" em relação ao Brasil.

Nota de dez reais. | Foto: BBC

Desaceleração brasileira assustaria investidores de curto prazo, segundo especialistas

Para Neil Shearing, da consultoria Capital Economics, em Londres, um dos analistas "decepcionados" com o Brasil, o problema é que o crescimento brasileiro ficou atrás não só dos outros Brics, mas também de outros latino-americanos, como o México: "Havia uma bolha de entusiasmo pelo Brasil - e agora ela estourou", diz.

Cobertura negativa

A mudança nas percepções em relação ao Brasil é evidente no tom da cobertura sobre o país em alguns veículos da imprensa internacional.

Em um artigo recente para a Foreign Policy, por exemplo, o escritor e jornalista Bill Hinchberger defendeu que o crescimento de 2,7% do PIB em 2011, fez o Brasil "acordar em uma quarta-feira de cinzas" de ressaca da euforia do crescimento da década passada. "O carnaval acabou", anunciou Hichberger.

No fim de 2009, uma capa da revista britânica The Economist trazia o Cristo Redentor alçando voo nos céus do Rio de Janeiro. "O Brasil decola", anunciava. No mês passado, a mesma revista ilustrava um artigo sobre as "fraquezas" da economia brasileira com uma imagem bem menos grandiosa: um boi debatendo-se para tentar sair de um pântano.

As incertezas em relação ao Brasil são alimentadas tanto por fatores internos quanto externos.

Além de o país estar crescendo menos que outros emergentes, há preocupações com as baixas taxas de poupança e investimento, o chamado Custo Brasil (excesso de burocracia, déficit de infraestrutura, etc) e a relativa falta de crescimento na produtividade da indústria.

Como escreveu Marcos Troyjo, da Universidade de Columbia, em um artigo para a BBC Brasil, apesar de a Brasilmania ter feito muitos acreditarem que o PIB do Brasil "estava destinado a um ascensão irresistível e sem escalas", o país não aumentou muito sua fatia da economia global na última década e só consegui tornar-se a sexta economia do mundo por causa do real valorizado.

"É um país que desperta carinho, mas não respeito."

Simon Anholt, consultor britânico

No plano internacional, o foco das preocupações hoje são as incertezas sobre a zona do euro e a as perspectivas de um desaquecimento da China – cenário que levaria a uma redução das exportações brasileiras e desvalorização das commodities.

Para Lapper esses fatores e a desaceleração brasileira podem assustar investidores de curto prazo, mas para os de médio e longo prazo as perspectivas ainda são muito boas. "O mercado consumidor do país é forte e setores como agronegócio, gás e petróleo continuarão a oferecer ótimas oportunidades de negócio."

Imagem

Ainda não está claro quanto esse ajuste de expectativas sobre a economia brasileira no mercado e imprensa internacionais pode alterar a imagem do país com a opinião pública em geral em países estrangeiros.

O consultor britânico Simon Anholt, que faz um ranking com as nações mais admiradas do globo diz que as mudanças ocorrem lentamente nessa área e nem sempre acompanham questões ligadas a desempenho econômico.

"O Brasil era em 2011 o único país em desenvolvimento entre os 20 mais admirados", explica. "Mas curiosamente a sua imagem mudou pouco mesmo nos anos de bonança, estando fundamentalmente ligada a chavões como futebol e carnaval. É um país que desperta carinho, mas não respeito."

BBC


Brasil Progresso:

Brasil Progresso já tinha alertado sobre o frenesi das matérias sensacionalistas (politicagem) sobre a economia brasileira.

Vivemos num verdadeiro populismo onde se exalta os ânimos e, assim, o povo respira esperançoso, por breve momento. Entre exaltação e frustração, o brasileiro vive nos consultórios psiquiátricos por motivo de depressão.

Aliás, depressão no Brasil é devido aos inúmeros noticiários sobre corrupção sem soluções. O povo está obeso de tanto comer pizzas, e diga-se frias pelo tempo que demoram quanto às investigações e términos delas, que em nada resolvem concretamente.

Pior é fazer alardeios de juros baixos fomentando o povo a consumir. O salário mínimo é uma afronta aos Direitos Humanos, e ninguém se manifesta nacionalmente em marchas e bandeiras em mãos – só em dias de jogos como Copa do Mundo torcendo pelo Brasil.

Promove-se consumo, mas para um povo que mal tem para comer, pagar e quitar prestação de casa própria ou financiar os estudos dos filhos em estabelecimentos de ensino particulares, já que os públicos…deixa pra lá.

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BREVE NUMA PIZZARIA PERTO DE VOCÊ!

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Sobre o Autor:
Humanista que contribui para a efetiva aplicação do artigo 3°, da CF/1988; (objetivos fundamentais), do artigo 5°, da CF; (Direitos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana), do artigo 37 (princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; principalmente sobre a moralidade administrativa) da Constituição Federal de 1988; e Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana dos quais o Brasil é signatário. NÃO HÁ DIGNIDADE HUMANA NUMA NAÇÃO QUANDO A MAIORIA DO POVO NÃO TEM QUALIDADE DE VIDA SEJA POR: SALÁRIO MÍNIMO QUE NÃO ATENDE AS NECESSIDADES BÁSICAS (art. 7°, IV, da CF); ESCASSEZ OU AUSÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA (art. 144, da CF); SERVIÇOS PÚBLICOS INEFICIENTES (LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995); IMORALIDADE DOS AGENTES POLÍTICOS (LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992); DOENÇAS PROVOCADAS POR PRECARIEDADE NA INFRAESTRUTURA DE SANEAMENTO BÁSICO (LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007); OMISSÃO, NEGLIGÊNCIA DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO AO USO INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA (LEI Nº 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989); VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTARES PARA ABSOLVER AGENTE POLÍTICO CORRUPTO..