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terça-feira, 19 de junho de 2012

Eco 1992 e Rio+20: muito show e pouca solução

Brasil Progresso - Grandes potências, geralmente, não comparecem as reuniões sobre o meio ambiente. Manifestantes saem às ruas demonstrando descontentamento e irresponsabilidades das superpotências diante das crises ambientais, que cada vez mais mostram a realidade da Terra: agonia.

Cientistas já afirmam que a Terra é um ser vivo e que cada ser vivo nela faz parte de uma complexa rede que sustenta a vida na Terra. As interferências humanas nos últimos séculos têm afetado esta complexa rede, de forma a causar extinções de espécies, desequilíbrios ecológicos, aumento nas incidências de doença respiratórias.

É visível ao leigo, que não tem conhecimento científico, que algo está errado. Moradores locais veem as mudanças climáticas que afetam o clima, os percursos d´água. É a Terra demonstrando que o ser humano está a destruindo.

Contudo, mesmo com os efeitos climáticos, o que interessa são ganhos econômicos. Países desenvolvidos, e aqueles que querem atingir os patamares de desenvolvimento socioeconômico das superpotências, não querem abrir mãos das mordomias. Mas a quem preço?

Os três principais combustíveis fósseis são o petróleo, o carvão e o gás natural. Estes combustíveis são as principais fontes de energia, tanto nos países industrializados, como nos países em vias de industrialização, principalmente nos setores dos transportes rodoviário e aviário.

Além de gerar a gasolina, que serve de combustível para grande parte dos automóveis que circulam no mundo, vários produtos são derivados do petróleo como, por exemplo, a parafina, gás natural, GLP, produtos asfálticos, nafta petroquímica, querosene, solventes, óleos combustíveis, óleos lubrificantes, óleo diesel e combustível de aviação. Só nas guerras e nos treinos militares são usadas consideráveis porcentagens de combustíveis fósseis. As indústrias automotivas dizem que abolir o petróleo como combustível para movimentar os automotivos é fazer o homem voltar aos tempos das carroças: lentos. Questões que impedem diminuição dos atuais combustíveis.

Por outro lado, as grandes potências dizem que as novas tecnologias geradoras de energias não dariam conta da demanda humana: eletroeletrônicos, eletrodomésticos, automotivos. Certo?

 

Energias alternativas

Há vários tipos de energias alternativas que podem ser usadas e começar a mudar o cenário mundial, principalmente quanto à questão ambiental. O problema é que muitas nações sobrevivem exclusivamente do petróleo, outras nações necessitam de petróleo para movimentar as forças armadas dentro do próprio país como exteriormente, de forma a manter a hegemonia. Os grandes industriais petrolíferos sabem muito bem que energias alternativas podem diminuir os lucros deles, uma vez se aplicadas mundialmente. Contudo, mesmo que houvesse uma nova energia alternativa, esta só entraria no mercado depois de muitos anos, uma vez que qualquer introdução nova muda o cenário mundial econômico. Esse lapso de tempo serve para que as grandes indústrias se adaptem as mudanças. Certo que há mais interesse pessoal (lucro) do que preocupações com o meio ambiente.

Imagine uma superpotência bélica abrir mão do petróleo. A hegemonia não se daria mais, expondo o império a mercê de inimigos – que fez ao longo da história – potenciais.

“Uma divisão de fuzileiros navais do Exército dos EUA desembarcou no Afeganistão este mês e armou no deserto tendas com painéis solares para recarregar os equipamentos eletrônicos. Se forem bem nos testes, as barracas substituirão miniestações de energia movidas a querosene nos fronts, já que o governo americano quer que, até 2020, metade do petróleo gasto nas Forças Armadas seja substituído por fontes renováveis de energia. Além disso, a Força Aérea deles está sendo adaptada para virar flex - em 2011 haverá aviões biocombustíveis; e o primeiro navio de guerra elétrico já está em operação. O motivo da repentina consciência ecológica é o bolso. Veja: R$ 0,45 é o custo do litro de gasolina para o Exército, nos EUA. R$ 180 é o preço para fazer 1 litro de gasolina chegar a um tanque no Afeganistão”. (Superinteressante – novembro 2010).

 

Consumo de petróleo no mundo

Definição: Este número é o total de petróleo consumido em barris por dia. A discrepância entre a quantidade de petróleo produzido e / ou importados e a quantidade consumida e / ou exportada devido à omissão de mudanças de valores, ganhos de refinaria, e outros fatores complicadores.

Fonte: CIA World Factbook - A menos que indicado de outra maneira, toda a informação é correta até Janeiro 1, 2011

See also: Petróleo - consumo bar chart

 

Nome do país Petróleo - consumo (barris/dia) Ano de estimativa
Estados Unidos 18,690,000 2009
China 8,200,000 2009
Japão 4,363,000 2009
Índia 2,980,000 2009
Rússia 2,740,000 2010
Rússia 2,740,000 2010
Brasil 2,460,000 2009
Alemanha 2,437,000 2009
Arábia Saudita 2,430,000 2009
Coreia do Sul 2,185,000 2010
Canadá 2,151,000 2009
México 2,078,000 2009
França 1,875,000 2009
Irão 1,809,000 2009
Reino Unido 1,669,000 2009
Itália 1,537,000 2009
Espanha 1,482,000 2009
Indonésia 1,115,000 2009
Austrália 946,300 2009
Singapura 927,000 2009
Países Baixos 922,800 2009
Taiwan 834,000 2010
Venezuela 740,000 2009
Iraque 687,000 2009
Egipto 683,000 2009
Argentina 622,000 2009
Bélgica 608,200 2009
Turquia 579,500 2009
África do Sul 579,000 2009
Polónia 545,400 2009
Malásia 536,000 2009
Emiratos Árabes Unidos 435,000 2009
Hong Kong 418,200 2010
Grécia 414,400 2009
Paquistão 373,000 2009
Tailândia 356,000 2009
Ucrânia 348,000 2009
Suécia 328,100 2009
Argélia 325,000 2009
Kuwait 320,000 2009
Vietname 311,400 2010
Filipinas 307,200 2011
Colômbia 288,000 2009
Nigéria 280,000 2009
Líbia 280,000 2009
Suíça 280,000 2009
Chile 277,000 2009
Portugal 272,200 2009
Síria 252,000 2009
Áustria 247,700 2009
Cazaquistão 241,000 2009
Israel 231,000 2009
Roménia 214,000 2009
República Checa 207,600 2009
Finlândia 206,200 2009
Noruega 204,100 2009
Marrocos 187,000 2009
Equador 181,000 2009
Bielorrússia 173,000 2009
Cuba 169,000 2009
Dinamarca 166,500 2009
Porto Rico 164,100 2009
Irlanda 160,900 2009
Iémen 155,000 2009
Nova Zelândia 154,100 2009
Peru 150,700 2010
Usbequistão 145,000 2009
Catar 142,000 2009
Hungria 137,300 2010
Azerbaijão 136,000 2009
Bulgária 125,000 2009
Turquemenistão 120,000 2009
República Dominicana 118,000 2009
Jordânia 108,000 2009
Croácia 106,000 2009
Panamá 93,000 2009
Sérvia 90,000 2009
Líbano 90,000 2009
Sri Lanca 90,000 2009
Tunísia 89,000 2009
Sudão 84,000 2009
Omã 84,000 2009
Bangladeche 82,340 2010
Eslováquia 79,930 2009
Guatemala 79,000 2009
Jamaica 77,000 2009
Quénia 76,000 2009
Lituânia 74,000 2009
Angola 70,000 2009
Eslovénia 60,000 2009
Gana 57,000 2009
Honduras 56,000 2009
Luxemburgo 50,720 2009
Arménia 49,000 2009
Salvador 46,000 2009
Costa Rica 44,000 2009
Trindade e Tobago 43,000 2009
Birmânia 42,000 2009
Letónia 40,000 2009
Barém 39,000 2009
Senegal 39,000 2009
Tajiquistão 38,000 2009
Etiópia 38,000 2009
Albânia 36,000 2009
Baamas 36,000 2009
Papua-Nova Guiné 36,000 2009
Uruguai 34,670 2011
Tanzânia 34,000 2009
Bolívia 31,070 2010
Estónia 30,000 2009
Nicarágua 29,000 2009
Paraguai 27,000 2009
Camarões 26,000 2009
Costa do Marfim 24,000 2009
Maurícia 23,000 2009
Benim 23,000 2009
Namíbia 22,000 2009
Togo 21,000 2009
Madagáscar 21,000 2009
Mauritânia 20,000 2009
Malta 19,000 2009
Moldávia 19,000 2009
Islândia 18,900 2009
Macedónia 18,200 2010
Nepal 18,000 2009
Moçambique 18,000 2009
Coreia do Norte 16,000 2009
Mongólia 16,000 2009
Brunei 16,000 2009
Zâmbia 16,000 2009
Botsuana 15,000 2009
Quirguizistão 15,000 2009
Suriname 14,000 2009
Gabão 14,000 2009
Geórgia 13,000 2009
Nova Caledónia 13,000 2009
Uganda 13,000 2009
Haiti 12,000 2009
Jibuti 12,000 2009
Fiji 11,000 2009
Zimbabué 11,000 2009
Guiana 10,000 2009
Congo-Brazzaville 10,000 2009
Congo-Kinshasa 10,000 2009
Barbados 9,000 2009
Guiné 9,000 2009
Burquina Faso 9,000 2009
Serra Leoa 9,000 2009
Malávi 8,000 2009
Belize 7,000 2009
Seicheles 7,000 2009
Macau 6,490 2010
Mali 6,000 2009
Níger 6,000 2009
Ruanda 6,000 2009
Somália 5,000 2009
Montenegro 5,000 2009
Antígua e Barbuda 5,000 2009
Afeganistão 5,000 2009
Eritreia 5,000 2009
Gronelândia 4,000 2009
Camboja 4,000 2009
Libéria 4,000 2009
Suazilândia 4,000 2009
Santa Lúcia 3,000 2009
Guiné-Bissau 3,000 2009
Ilhas Caimão 3,000 2009
Burúndi 3,000 2009
Granada 3,000 2009
Timor Leste 2,500 2009
São Vicente e Granadinas 2,000 2009
Sara Ocidental 2,000 2009
Gâmbia 2,000 2009
República Centro-Africana 2,000 2009
Cabo Verde 2,000 2009
Ilhas Salomão 2,000 2009
Lesoto 2,000 2009
Laos 1,918 2010
Vanuatu 1,000 2009
Nauru 1,000 2009
Butão 1,000 2009
Comores 1,000 2009
Chade 1,000 2009
Domínica 1,000 2009
Guiné Equatorial 1,000 2009
Samoa 1,000 2009
São Tomé e Príncipe 1,000 2009
Tonga 1,000 2009
São Cristóvão e Neves 1,000 2009
Ilhas Falkland 0 2009
Quiribáti 0 2011
 
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Apesar dos avanços em defesa da biodiversidade e do meio ambiente, os passos são curtos, ou seja, muita discussão sem a efetiva urgência: a Terra está agonizando. Os entraves de soluções surgem por interesses unilaterais – e confiar no ser humano é dificílimo – onde há medo de ser invadido, de querer invadir, de ser escravizado, de escravizar, de lucra a custa da miséria alheia etc.

A China passou de mero espectador para potência graças a convenções sobre desenvolvimento econômico versus direito de poluir - O sistema denominado Implementação Conjunta ou de forma popular quota/cota ou crédito de carbono e outros gases causadores do efeito estufa, permite aos países industrializados adquirirem direitos para emitir gases do efeito estufa que intensificam o aquecimento global para permanecer dentro das metas de emissão até 2012 determinadas pelo Protocolo de Kyoto. Quem irá vender esses créditos são os países que já reduziram suas emissões de gases poluentes em níveis além do exigido no mesmo protocolo e com isso poderá gerar um mercado extremamente lucrativo – que em muito ainda polui e mata a vida na Terra.

Não é à toa que grandes empresas e indústrias sediaram-se na China; entre outros motivos se tem: mão de obra escrava, trabalho infantil escravo, poluição.

A quem interessa retirar suas filiais da China?

Como visto, interesses mais bancários do que ambientais.

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Sobre o Autor:
Humanista que contribui para a efetiva aplicação do artigo 3°, da CF/1988; (objetivos fundamentais), do artigo 5°, da CF; (Direitos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana), do artigo 37 (princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; principalmente sobre a moralidade administrativa) da Constituição Federal de 1988; e Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana dos quais o Brasil é signatário. NÃO HÁ DIGNIDADE HUMANA NUMA NAÇÃO QUANDO A MAIORIA DO POVO NÃO TEM QUALIDADE DE VIDA SEJA POR: SALÁRIO MÍNIMO QUE NÃO ATENDE AS NECESSIDADES BÁSICAS (art. 7°, IV, da CF); ESCASSEZ OU AUSÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA (art. 144, da CF); SERVIÇOS PÚBLICOS INEFICIENTES (LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995); IMORALIDADE DOS AGENTES POLÍTICOS (LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992); DOENÇAS PROVOCADAS POR PRECARIEDADE NA INFRAESTRUTURA DE SANEAMENTO BÁSICO (LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007); OMISSÃO, NEGLIGÊNCIA DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO AO USO INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA (LEI Nº 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989); VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTARES PARA ABSOLVER AGENTE POLÍTICO CORRUPTO..