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sábado, 2 de junho de 2012

Os primórdios da questão ambiental – Veja digital

 

HORROR NO GELO
Massacre de filhotes de foca no Canadá, em foto que ilustra a primeira reportagem de VEJA sobre um movimento ecológico, em abril de 1969

No fim dos anos 60, as preocupações ecológicas estavam circunscritas a perímetros urbanos ou, no máximo, regionais. Londres, por exemplo, começava a colher os primeiros sinais da despoluição do Rio Tâmisa, enquanto a matança de baleias no Oceano Pacífico e de filhotes de foca no Canadá – assunto da primeira reportagem de VEJA sobre uma campanha ecológica, em abril de 1969 – mobilizava almas abnegadas.

Nasciam também os estudos sobre os malefícios de pesticidas agrícolas, como o DDT (tema de outra reportagem da revista, no mesmo ano). Mas os pontos eram sem ligação, não formavam uma figura. As iniciativas eram movidas mais pela estética (o embelezamento de cidades degradadas), pela simples piedade por animais ameaçados ou por observações empíricas isoladas (como as que associavam o uso intensivo de certas substâncias ao aparecimento de cânceres). Para além de poucos círculos científicos, inexistia a percepção de que a Terra se comportava feito um organismo vivo sobre o qual a soma de desequilíbrios causados pelo homem – como a destruição de vegetações e faunas específicas – poderia causar catástrofes de proporções imprevisíveis. A devastação da Amazônia, assim, não era um problema mundial. Aliás, nem sequer se tratava de um problema brasileiro: um dos projetos nacionais consistia em ocupar boa parte da área original de floresta com cidades e rodovias. Vivia-se, enfim, a ilusão de que a natureza era uma fonte inesgotável de recursos, capaz de suprir todas as necessidades de uma população humana crescente – e que viria praticamente a dobrar no espaço de quarenta anos.

O que disse VEJA em 1969: "O que antes se julgava apenas uma atividade pitoresca feita por homens rudes e aventureiros transformou-se aos olhos do público em um lucrativo massacre de uma espécie ameaçada de extinção, feito com requintes desconhecidos de crueldade."

VEJA.com: Edi鈬o Especial 40 ANOS

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Sobre o Autor:
Humanista que contribui para a efetiva aplicação do artigo 3°, da CF/1988; (objetivos fundamentais), do artigo 5°, da CF; (Direitos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana), do artigo 37 (princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; principalmente sobre a moralidade administrativa) da Constituição Federal de 1988; e Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana dos quais o Brasil é signatário. NÃO HÁ DIGNIDADE HUMANA NUMA NAÇÃO QUANDO A MAIORIA DO POVO NÃO TEM QUALIDADE DE VIDA SEJA POR: SALÁRIO MÍNIMO QUE NÃO ATENDE AS NECESSIDADES BÁSICAS (art. 7°, IV, da CF); ESCASSEZ OU AUSÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA (art. 144, da CF); SERVIÇOS PÚBLICOS INEFICIENTES (LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995); IMORALIDADE DOS AGENTES POLÍTICOS (LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992); DOENÇAS PROVOCADAS POR PRECARIEDADE NA INFRAESTRUTURA DE SANEAMENTO BÁSICO (LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007); OMISSÃO, NEGLIGÊNCIA DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO AO USO INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA (LEI Nº 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989); VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTARES PARA ABSOLVER AGENTE POLÍTICO CORRUPTO..