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sábado, 21 de julho de 2012

Ministério da Saúde adverte sobre obesidade no Brasil

Brasil Progresso, certa vez, já comentava sobre obesidade no Brasil, e até no mundo. Por que o ser humano em geral está obeso?

Antes da era da industrialização os alimentos eram in natura. Até a década de 1960 os norte-americanos eram magros, assim como muitos outros terráqueos. Os fast-foods se tornaram a panaceia alimentar de cidadãos que não tinham tempo para comer devido ao dilema “time is money” (tempo é dinheiro).

Na famigerada corrida entre as superpotências – ex-União Soviética e EUA – os EUA queriam produzir e ser o melhor do mundo para atrair atenções de outros países, principalmente do bloco soviético, onde o capitalismo era o melhor conceito a proporcionar qualidade de vida.

Assim, muitas indústrias alimentícias começaram a idealizar comidas rápidas ao público que queria ter qualidade de vida, mas qualidade de vida é ter e consumidor desenfreadamente?

Mais além. Os empresários da indústria alimentícia, não todos, mas grandes maiorias querem lucra. É a mentalidade capitalista (a voltada ao ganho e não bem-estar do ser humano – se assim não fosse não teríamos o consumismo desenfreado, e a propagandas incentivadoras, que fazem as pessoas comprarem exorbitantemente sem quaisquer preocupações com o meio ambiente, e é só ver no que deu o Rio+20; consumismo está levando a destruição ambiental) com suas nuances de desenvolvimento e garantia de qualidade de vida humana.

Pode até ser, mas nas mentalidades nos primórdios da Revolução Industrial – e vamos justificar, pois não tinham os conhecimentos que atualmente tem a humanidade sobre meio ambiente versus atuações do ser humano – porque nos conceitos atuais mais vale destruir e ter lucro do que frear produções, consumismo para saúde de todos os seres vivos.

E os industriais dos alimentos querem lucrar. Com incentivos a pesquisa científica alimentar procuram meios de agradar os mais variados glutões de plantão. Aromatizantes, edulcorantes, adoçantes, excesso de sal, açúcar e gordura nos alimentos. Eis a grande descoberta para vender e vender. Gordura e açúcar são os principais alimentos do cérebro e sabendo disto se sobrecarrega os alimentos com estes.

Várias pesquisas já demonstraram que alimentos não saudáveis – portanto ricos em gordura, sal e açúcar, como batata frita, hambúrguer, salsicha e bolo – viciam o organismo como se fossem drogas, como cocaína e heroína. E os industriais estão ligando para isto? Claro que não. Tanto é que cada vez mais se vê alimentos com altos teores de tais substâncias.

E o governo, o que faz? E por que os governos em geral há de intervirem nesta relação? Não seria demasiadamente controle, ditadura aos cidadãos?

Em um mundo onde se não planta mais no próprio terreno – como faziam os colonizadores em solos virgens -, pois cada vez mais os espaços das residências são verdadeiros confinamentos humanos, não se tem mais possibilidade de plantar na residência. Certo é que o tipo de vida que se tem atualmente é bem diferente dos tempos coloniais: superpopulação, comidas industrializadas, moradias tipos cubículos, jornada de trabalho versus jornada de tempo no trânsito, salário mínimo indecoroso que não prove as necessidades básicas ao ser humano como alimentação, vestuário, saúde, habitação, educação (educação é necessidade, pois sem ela há atrasos científicos, tecnológicos e moral).

Criou-se um sistema de dependência dos cidadãos aos industriais alimentícios. Estes governam, sim, o tipo de vida, qualidade que os consumidores terão, pois comer é necessário para sobreviver e nas metrópoles o único meio de alimentar-se é consumir o que se tem nas prateleiras dos supermercados.

Tudo bem. Perguntar-me-ão: “mas nos supermercados têm alimentos não industrializados, então é culpa de quem escolhe erradamente”. Concordo, em termos. Quanto custa uma cesta básica? Agora vamos analisar o salário mínimo. Dá sustentabilidade ao trabalhador e sua família e ter vida digna? Não confundir vida digna com ostentação, supérfluo. Vida digna é lei natural onde o ser humano tem direito sagrado ao acesso às necessidades básicas para sua sobrevivência, ou seja, moradia, vestuário, trabalho, alimentação, higiene. Se compararmos com as tribos primitivas africanas atuais, muitos, ou maioria dos indivíduos, tem acesso às necessidades básicas. Lá se veem mendigos como nas grandes metrópoles “civilizadas”? Não.

Como dito antes se criou um sistema perverso nas metrópoles e tem causas históricas. Por exemplo, os negros. “Casta” não privilegiada nos quais a única utilidade era trabalhar para gerar riquezas, e mais nada. Somente com as garantias fundamentais da pessoa humana, indiferente de cor, raça, sexo e religião é que os negros passaram a serem reconhecidos como seres humanos dotados de inteligência, sentimentos, alma.

As classes excluídas levaram ao caos que se vê atualmente: desemprego por falta de conhecimento técnico. E o que dizer quanto aos não excluídos e a falta de emprego? Ora, não é mais admissível pensar que o ser humano seja escravo do trabalho, das necessidades puramente fisiológicas como comer, dormir, alimentar-se. A tecnologia existe para proporcionar mais tempo aos seres humanos para se voltarem à espiritualidade, que não é ociosidade.

As leis, as constituições democráticas de cada país tem a espiritualidade, se assim não fosse não haveria palavras, conteúdos de “solidariedade”, “perdão”, “resolução pacífica de conflitos”, “ressocialização”, “ajuda psiquiátrica”, que é bem diferente dos conceitos da Idade Média: furtou é calabouço; roubou é pena de morte; ricos mais ricos (clero, nobreza, reis e rainhas) e pobres mais pobres (os nãos nobres de sangue que nasceram em famílias plebeias). E aos pobres o único direito de permanecer calado e ser subjugado pelas leis ditadoras que privilegiavam os reis e os nobres.

Assim, a tecnologia proporciona, em tese, condições aos seres humanos de se auscultarem e poderem viver em harmonia com seus semelhantes, e consigo mesmo. Ao desemprego bastam os governantes de cada país fornecer cursos gratuitos aos desempregados, aos hipossuficientes financeiramente. É preciso mais do que emergência atual dividir as riquezas internas. No Brasil, infelizmente, mais da metade das riquezas estão em mão de pouquíssimos enquanto o restante do povo tenta sobreviver. É a exclusão social de tempos mostrando seus efeitos drásticos na economia brasileira e na qualidade do povo em geral. E não é só no Brasil.

Todo fim tem um começo, assim como todo começo tem um fim. Causa e efeito. E não se pode fugir a essa lei.

Quanto aos alimentos e má alimentação, os governantes e a OMS devem agir na qualidade dos alimentos vendidos, produzidos. A população de uma metrópole fica a mercê dos que se coloca nas prateleiras dos supermercados porque não é mais possível, e até seria inviável, uma pessoa cultivar tudo que precisaria em sua residência. Há, sim, vastas áreas produtivas, mas que estão servindo apenas a interesses pessoais: dinheiro. Áreas e mais áreas, hectares e mais hectares de terras são usadas para único plantio, cultivo, exploração. A ideia de produzir porque dá mais dinheiro coloca a humanidade numa trajetória perigosa porque esgotasse o solo, produz-se um tipo de alimento, o povo passa fome.

Nas bolsas de valores, os jogos de ganhos. Os abates acontecem veementemente quando o preço decai. O clima atual cobra as devastações ambientais. O ciclo se fecha: atuação do ser humano em sua própria vida e na vida do planeta Terra, em que esta também é um ser vivo como atestado por muitos cientistas abalizados.

Complexo, mas importante de debruçar, analisar e encontra soluções enquanto possível.

Leia mais:

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0

Alimento não saudável vicia como cocaína, conclui estudo

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Sobre o Autor:
Humanista que contribui para a efetiva aplicação do artigo 3°, da CF/1988; (objetivos fundamentais), do artigo 5°, da CF; (Direitos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana), do artigo 37 (princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; principalmente sobre a moralidade administrativa) da Constituição Federal de 1988; e Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana dos quais o Brasil é signatário. NÃO HÁ DIGNIDADE HUMANA NUMA NAÇÃO QUANDO A MAIORIA DO POVO NÃO TEM QUALIDADE DE VIDA SEJA POR: SALÁRIO MÍNIMO QUE NÃO ATENDE AS NECESSIDADES BÁSICAS (art. 7°, IV, da CF); ESCASSEZ OU AUSÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA (art. 144, da CF); SERVIÇOS PÚBLICOS INEFICIENTES (LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995); IMORALIDADE DOS AGENTES POLÍTICOS (LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992); DOENÇAS PROVOCADAS POR PRECARIEDADE NA INFRAESTRUTURA DE SANEAMENTO BÁSICO (LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007); OMISSÃO, NEGLIGÊNCIA DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO AO USO INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA (LEI Nº 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989); VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTARES PARA ABSOLVER AGENTE POLÍTICO CORRUPTO..