Nossos livros digitais: Direito do consumidor, sociologia, política etc. Amazon [clique aqui para acessar], um dos sites mais conceituados em livros digitais. Os livros são de minha autoria.


POLÍCIA FEDERAL: SAIBA COMO DENUNCIAR. ACESSE AQUI.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Certo ou errado (ética e moral)? Os valores de uma sociedade

Trânsito Escola - Continuando com ética e moral, agora iremos abordar a corrupção. Pelo texto anterior (acesse aqui) vimos que ética e moral são condutas de acordo com a psicologia local conforme questões mesológicas, históricas.

Atualmente nunca foi tão falada a palavra corrupção. E o que é corrupção?

Dicionário Aulete digital:

“Soc. Ato ou efeito de subornar, vender e comprar vantagens, desviar recursos, fraudar, furtar em benefício próprio e em prejuízo do Estado ou do bem público; ALICIAÇÃO”.

“Fig. Degeneração moral; DEPRAVAÇÃO; IMORALIDADE; PERVERSÃO”.

A corrupção é milenar nas sociedades humanas. Pode-se dizer que corrupção nem sempre é imoral ou antiética? Veremos.

Na Idade Média, por exemplo, os reis e nobrezas detinham poder sobre os servos, a estes somente o direito de existir para servir. Os direitos humanos que conhecemos atualmente, como todos são iguais perante a lei, por exemplo, não existiam.

Aos servos o “direito” de existir enquanto seguissem as leis dos reis e nobres. Quando um nobre fizesse algo contra um servo, mesmo que este estivesse correto, àqueles sempre tinham razão. Por exemplo, o servo não tem o que comer e furta uma maçã para saciar a fome. Descoberto, receberia, geralmente, a pena de morte.

Podemos dizer que por ética e moral, pelos costumes reinantes da época, o nobre tinha direito concreto e justificável para tal ação, enquanto o servo estava violando regras sociais.

E o que dizer da lenda de Robin Hood?

Robin Hood era ladrão, corrupto, sanguinário, um fora da lei. Sua ética e moral - diante da sociedade em que vivia – eram sem pudor, ignóbil, desprezível. As posturas de Robin Hood eram antiéticas e imorais diante dos valores sociais da época.

Podemos dizer que Robin Hood era um ser desprezível ou não? Agora retornemos a atualidade. Digamos que uma pessoa furte uma maçã num hortifrutigranjeiro. Ética e moralmente a pessoa – em muitos casos se pensa isto – é uma oportunista, vagabunda, preguiçosa (não quer trabalhar). Tal fato pode ser levado em juízo, pois se trata de furto. A diferença é que não se matará ou cortará a mão da pessoa, mas ela terá o direito de se defender das acusações e até justificar a ação cometida; terá direito a advogado para defendê-la.

Se uma criança: “não sabe o que fez”; “é trombadinha”.

Se idosa: “coitada, não tem dinheiro para compra diante da aposentadoria”; “pode ser uma vigarista se aproveitando da idade e comoção social”.

Pelo exposto cada frase está de acordo com os acontecimentos, posturas de cidadãos, leis, costumes, que se mesclam com tipos de gerações e, respectivamente, mentalidades.

Digamos que alguma pessoa suborne, vende, compre, desvie recursos, fraude, furte em benefício próprio, mas em prejuízo do Estado ou do bem público. Poder-se-ia dizer que ela é corrupta, literalmente?

Hipoteticamente uma condição. Digamos que, por exemplo, por falta de segurança pública para a estratificação social de baixa-renda, esta começa a formar frentes de proteção diante de outros seres humanos que querem invadir, furtar e roubar os seus pertences, e até violentar mulheres.

Esta microssociedade (chamaremos de gueto) furta armamentos do poder público ou contratam pessoas ligadas ao poder público para elas terem proteção. Aos olhos da ética e moral, da estratificação social nobre, tais pessoas que agem a margem da lei são criminosas, e até pela própria lei do Estado.

Será que são criminosas realmente ou são seres que tentam sobreviver pela condição natural de legitima defesa (o direito a vida digna, aos direitos humanos)? Vejam que a microssociedade, imoral e antiética, está violando direitos do Estado e de outros cidadãos (nobres).

Outra hipótese. Digamos que as pessoas (burgueses, industriais) não declaram impostos na sua totalidade como forma de “justiça” diante dos inúmeros impostos, que nada trazem de desenvolvimento ao país, aos cidadãos. Seriam tais burgueses e industriais imorais e antiéticos perante o Estado? E se o Estado punisse? Seria moral e ético?

Pelo que se expôs, ética e moral se configuram conforme valores, mas estes mesmos valores podem causar desigualdades, unilateralidades, vetor de poder, submissão (ditadora).

Ética e moral podem se tornar privilégios, ou não, de minorias, ou maioria, conforme as circunstâncias presentes. As revoluções são exemplos de privilégios versus imoralidade, desumanidades. Mas nem sempre as revoluções são voltadas para o bem comum, como as revoluções que culminaram em Estados Ditadores.

E a corrupção. Então é má ou boa a sociedade? Mas qual parcela da sociedade? Não direi se correto ou não a existência da corrupção, mas é preciso que cada qual reflita sobre o texto e, desta reflexão, a tomar postura consciente. Se a corrupção é benéfica, em sua totalidade, o ser é que escolherá se continuará a ser corrupto; contudo, a corrupção leva sempre a busca de poder, que conota, geralmente, em submissão cruel e ignóbil de outros seres humanos.

Trânsito Escola, Brasil Progresso, Trânsito e Conhecimento e Ideia e Sucesso

Formam um grupo de informações idealizado por

Sérgio Henrique

Imprima ou salve em PDF

Sobre o Autor:
Humanista que contribui para a efetiva aplicação do artigo 3°, da CF/1988; (objetivos fundamentais), do artigo 5°, da CF; (Direitos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana), do artigo 37 (princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; principalmente sobre a moralidade administrativa) da Constituição Federal de 1988; e Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana dos quais o Brasil é signatário. NÃO HÁ DIGNIDADE HUMANA NUMA NAÇÃO QUANDO A MAIORIA DO POVO NÃO TEM QUALIDADE DE VIDA SEJA POR: SALÁRIO MÍNIMO QUE NÃO ATENDE AS NECESSIDADES BÁSICAS (art. 7°, IV, da CF); ESCASSEZ OU AUSÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA (art. 144, da CF); SERVIÇOS PÚBLICOS INEFICIENTES (LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995); IMORALIDADE DOS AGENTES POLÍTICOS (LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992); DOENÇAS PROVOCADAS POR PRECARIEDADE NA INFRAESTRUTURA DE SANEAMENTO BÁSICO (LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007); OMISSÃO, NEGLIGÊNCIA DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO AO USO INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA (LEI Nº 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989); VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTARES PARA ABSOLVER AGENTE POLÍTICO CORRUPTO..