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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Superávit não é sinônimo de desenvolvimento à nação

Brasil Progresso – “Em orçamentos públicos, o superávit é sempre quando há receita superior à despesa, decorrente de um aumento da arrecadação ou de um decréscimo dos gastos. Quando as despesas e pagamentos são maiores que a arrecadação ocorre um déficit orçamentário” (fonte: Superávit — Senado Federal - Portal de Notícias).

Quando há notícias sobre superávit público parece que algo de bom aconteceu, contudo há de ver como se deu o superávit. Será positivo à nação quando o superávit se deu por decréscimo de gastos dos agentes públicos - O salário dos políticos parece alto. É muito maior - Brasil - Notícia - VEJA.com – e não de arrecadações de impostos.

No Brasil, imposto é questão de discussões calorosas em bares, lares e onde se faz possível. O brasileiro, não agente público, não tem os serviços públicos como deveriam ter, ou seja, a altura das arrecadações tributárias. O brasileiro paga muito mais do que cidadãos de países de Primeiro Mundo, mas tem vida de país de Terceiro Mundo.

Apesar de algumas melhorias significativas, não representa a realidade quando se olha os milhões de brasileiros que vivem graças ao Bolsa Família. Ajudas sociais são sempre importantes, e constam como prerrogativas na CF/1988, mas, quando se compara as riquezas nacionais produzidas, as enormes vantagens de agentes públicos, principalmente os políticos, frente aos assalariados brasileiros (não agentes públicos) e aos que recebem Bolsa Família, não podemos esquecer que há uma desigualdade sem precedentes em nosso país.

Não se pode esquecer que as pesquisas apontando melhorias na qualidade de vida dos moradores de comunidades carentes – antes chamadas de favelas – não dizem sobre a quantidade de moradores que ainda não pagam IPTU, água e esgoto, luz. Ter vários eletrodomésticos e ser consumista não é dizer que tais moradores estão na posição de classe média – e se analisarmos profundamente, a antiga pirâmide de estratificação social, alta, média e pobre, não representa a realidade há muito tempo.

Classe média tem esgoto e água canalizados, redes elétricas seguras, ruas asfaltadas sem esgoto a céu aberto, sobem de elevador, tem fácil acesso aos hospitais, policiamento ostensivo, mas sendo polícia cidadã. Aos ditos nova classe social, os moradores de comunidades carentes, a realidade é bem diferente: ruas lamacentas; esgoto a céu aberto; água de poços contaminados, já que não há rede de esgoto; transporte, saúde, segurança megaineficientes, ou não existem.

O Brasil não é só as capitais mais famosas do Brasil, e se formos analisar friamente, as capitais mais destacadas também sofrem com os problemas corriqueiros, e por que não dizer por décadas, de ineficiências administrativas à segurança, educação, saúde públicos. Não se pode dizer, satisfatoriamente, que o Brasil mudou, como se não existissem desabrigados, greves intermináveis de professores, por melhores condições de trabalho e aos alunos, as greves dos profissionais de saúde por melhorias na qualidade de vida dos próprios médicos e dos pacientes, das mortes bárbaras por balas perdidas, da coação perpétua de criminosos que mandam e desmandam fora dos presidiários de “segurança” máxima.

2014 está muito próximo, e se faz necessário saber em qual partido e em qual político votar.

Construções de estrada, de estádio de futebol, as criações de atrações turísticas, reformas de praças públicas, ajuda social tipo Bolsa Família, as colocações (autorizações) de mesas em calçadas de bares para aumentar a clientela em bares e restaurantes, bonde e teleféricos para atrações   turística como forma de valorizar a localidade e chamar clientes as moradores locais, a festa de fim de ano com colocação de enfeites pelos órgãos públicos, a distribuição de licenças, autorizações – à nível precário – para ajudar classes de trabalhadores. Enfim, estas comuns ações que dão  confortos psicológico aos pedintes e suplicantes cidadãos (não agentes públicos) representa arbitrariedades de gestores públicos e de quem quer concorrer e ingressar em cargos públicos como agentes políticos.

Saúde, educação, segurança pública, habitação, transporte público, serviços públicos, não podem mais se usados como moedas de troca: dou se votar em mim, em meu partido. O nível de desenvolvimento no Brasil, quanto aos potenciais naturais da terra de Deus, não condiz com a realidade, que teima em manter na miséria milhões de brasileiros.

As desigualdades socioeconômicas no Brasil é questão de história futurista a ser repudiado pelos homens universalistas e por gestores humanitários. Em muitas capitais brasileiras há obras, mas a maioria voltadas para o turismo. À população, a contínua agonia aos serviços públicos dignos de um país pós-apocalíptico.

Nas eleições de 2014 não votem em partido que tenha Ficha Suja, não vote em político que lesará à nação, à população local. Mas para que o Brasil melhore, a própria nação há de repudiar o jeitinho de conseguir algo a base de favores, como no caso de cargos comissionados.

Charlie Chaplin uma vez disse que sentia vergonha de ter ganhado prêmio enquanto seus concidadãos viviam na miséria devido a crise de 1929. Além de artista era humanitário.

A quem interessa, no Brasil, conseguir vencer na vida pelo jeitinho brasileiro, enquanto concidadãos vivem  pela caridade pérfida do Estado Absolutista disfarçado de DEMOCRÁTICO?

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Sobre o Autor:
Humanista que contribui para a efetiva aplicação do artigo 3°, da CF/1988; (objetivos fundamentais), do artigo 5°, da CF; (Direitos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana), do artigo 37 (princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; principalmente sobre a moralidade administrativa) da Constituição Federal de 1988; e Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana dos quais o Brasil é signatário. NÃO HÁ DIGNIDADE HUMANA NUMA NAÇÃO QUANDO A MAIORIA DO POVO NÃO TEM QUALIDADE DE VIDA SEJA POR: SALÁRIO MÍNIMO QUE NÃO ATENDE AS NECESSIDADES BÁSICAS (art. 7°, IV, da CF); ESCASSEZ OU AUSÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA (art. 144, da CF); SERVIÇOS PÚBLICOS INEFICIENTES (LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995); IMORALIDADE DOS AGENTES POLÍTICOS (LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992); DOENÇAS PROVOCADAS POR PRECARIEDADE NA INFRAESTRUTURA DE SANEAMENTO BÁSICO (LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007); OMISSÃO, NEGLIGÊNCIA DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO AO USO INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA (LEI Nº 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989); VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTARES PARA ABSOLVER AGENTE POLÍTICO CORRUPTO..