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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Vandalismos social e político. O que possuem de diferente?

imageBrasil Progresso – As autoridades públicas estão preocupadas com os vândalos que destroem bens e patrimônios públicos com as manifestações que vem ocorrendo desde junho de 2013.

Os mascarados, assim chamados pela mídia em geral, não são poupados quanto aos atos de depredações em bancos, veículos de emissoras, principalmente da Rede Globo e Record, agências de automóveis entre outros.

A ações dos mascarados têm objetivos ora políticos, ora não se sabe o quê, contudo, é certo afirmar que o vandalismo político ocasionado pela corrupção generalizada na Administração Pública, jamais vista na história da atual República (CF/1988), também destrói bens e patrimônios públicos.

A improbidade administrativa somada aos intermináveis conglomerados de maracutais políticas, cujos objetivos é engrandecer o partido político e seus afiliados – é só ver atualmente partidos que permitem que políticos condenados por improbidades administrativas e Ficha Limpa possam aparecer em propagandas eleitorais como pessoas do bem, que ajudaram e querem ajudar o povo – desvia bilhões de reais para cuecas, gavetas de gabinetes, calcinhas e lá sabe onde se possa mais enfiar o dinheiro.

Se somarmos os prejuízos ocasionados pelos manifestantes vândalos atuais, os prejuízos cometidos por agentes públicos ímprobos, os primeiros ainda possuem “créditos” de vandalismos em comparação com o vandalismo político da improbidade administrativa. Não se trata de defender as atuações dos mascarados, mas temos que ver que existe ação e reação.

As reações dos mascarados é uma consequência das ações dos ímprobos agentes públicos em geral, que lesam os cofres públicos, de hora em hora. O povo brasileiro come mal (subnutridos), ganha mal (salário mínimo que não atende as necessidades básicas), mora mal (encostas, locais, a maioria do Brasil, sem esgoto sanitário canalizado e tratado), vive mal (aposentado não agente público vive no dilema entre pagar o plano de saúde, ou aluguel, ou medicamentos). Já os agentes públicos políticos vivem como reis absolutistas comendo do melhor, vestindo do melhor, morando bem e toda ajuda que o Estado Absolutista Moderno possa dar-lhes.

Sim, Estado Absolutista Moderno, em pleno século XXI, onde não se pensa jamais existir tal Estado no Brasil. A CF/1988 é Democrática, mas as maracutais, as redes de intrigas e favorecimentos mútuos de lesa à pátria não podem esconder das pessoas estudadas – por isso existiu a aprovação automática já que o adolescente, mesmo não sendo analfabeto funcional, não era reprovado e, assim, podendo concluir os ensinos sem maiores problemas; futuramente serão mais facilmente manipuladas, pois sem saber o que poderão fazer contra os corruptos e ardilosos políticos? – os gritos e ações contra está forma grotesca de enriquecimento ilícito e provocações de morte e sequelas no povo.

Improbidade administrativa mata, destrói, deixa sequelas. Cada centavo desviado dos cofres públicos, cada licitação fraudulenta, ou a não licitação para favorecer empresário inescrupuloso juntamente com o ignóbil agente público, cada empreendimento iniciado sem que haja o término por constatação de irregularidades (Museu da Música – Rio de Janeiro) deixa o brasileiro mais pobre, mais doente mental e fisicamente.

Nos hospitais públicos, por conta de intermináveis maracutais políticas, o povo morre na calada da noite. A mídia denunciativa não consegue cobrir todas as mortes nos hospitais públicos pelo caos na saúde. Idosos agonizam em seus lares pela incerteza se irão ter condições de pagarem seus planos de saúde, o que comerão no dia seguinte, se poderão pagar os agiotas graças à indecorosa aposentadoria (1% dos aposentados conseguem ganhar o teto máximo do INSS, muitos não possuem aposentadorias porque não tiveram condições de contribuírem para o INSS, outros ganham menos de dois salários mínimos de aposentadoria), crianças e adolescentes têm suas vidas abreviadas graças as incompetências dos gestores públicos quanto à (in) segurança pública onde narcotraficantes vendem livremente suas drogas aos jovens – não se esquecendo que ainda persuadem as novas gerações com pagamentos superiores a R$ 1.500,00 por semana.

Sim, os problemas são muitos, as ações de vandalismos dos mascarados são inevitáveis. Não se pode esquecer que a maioria dos jovens mascarados são de classe média – não a classe média ilusionista que ganha ajudas do Governo Federal, pois os que ganham bolsas e mais bolsas PT Beleza, quando precisam de defesas aos seus direitos, não possuem as mesmas condições dos verdadeiros cidadãos de classe média como, por exemplo, a contração de advogados particulares – revoltados com as situações corriqueiras de corrupções.

O mercado de trabalho cada vez mais é disputado, o transporte público uma vergonha e produtora de neuroses coletivas por violações dos Direitos Humanos (perigosos: motorista acumula dupla função como motorista e trocador; maioria dos trens, barcas e ônibus sucateados ou péssimas condições, como fora o trenzinho do Morro de Dona Marta, no RJ), o dinheiro escasso (salário mínimo) que mal dá para comprar alimentos e medicamentos, e na esteira de sofrimento do povo a incerteza de pagar aluguel, escolas para as crianças etc.

No contínuo sofrimento dos não políticos há ainda as manobras políticas para sufocar, enfraquecer as decisões do STF aos mensaleiros, do Ministério Público contra ímprobos agentes públicos e empresas privadas que lesam os consumidores (ação coletiva). Os PROCON’s na maioria das  vezes são engessados graças as incompetências, protecionismos das autarquias de regimes especiais às empresas privadas prestadoras de (des) serviços públicos – exemplo: compre um plano de banda larga, e só receba 30%.

A justiça brasileira também é uma piada.  Por exemplo, o cigarro. O STF não considera passível de a empresa de tabaco ser obrigada de indenizar cidadão que fumou por anos e teve câncer. Na concepção do STF,  o cidadão que fuma já sabe dos malefícios inerentes do tabaco, logo o ato de fumar é pessoal. Ou seja, o CDC, que preconiza à proteção do consumidor quanto aos agentes nocivos à saúde, não passa de breve consulta aos sonhadores de um país justo e pleno de sabedoria. Ora, não se trata de impedir a livre escolha do cidadão, ou tornar o Estado atual e Ditador, mas trata-se de ver que a própria CF/1988 preconiza o direito à vida com dignidade a pessoa humana. Saúde é questão Constitucional (artigo 6°) e quando não  há políticas (preventivas) à saúde há caos para o SUS, para o desenvolvimento brasileiro.

 

Conclusão

Vandalismos, quaisquer que sejam, devem ser combatidos, repudiados pela nação. O que não se pode mais admitir é que manobras políticas venham a desviar as atenções do povo colocando os mascarados como algozes da vida perturbada, indigna dos brasileiros. Caos na saúde, nos transportes públicos, na educação, da (in) segurança pública, desvios de verbas públicas, não podem ser imputados aos vândalos como forma de obscurecer os reais tomentosos da vida dos brasileiros: corrupção na Administração Pública.

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Sobre o Autor:
Humanista que contribui para a efetiva aplicação do artigo 3°, da CF/1988; (objetivos fundamentais), do artigo 5°, da CF; (Direitos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana), do artigo 37 (princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; principalmente sobre a moralidade administrativa) da Constituição Federal de 1988; e Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana dos quais o Brasil é signatário. NÃO HÁ DIGNIDADE HUMANA NUMA NAÇÃO QUANDO A MAIORIA DO POVO NÃO TEM QUALIDADE DE VIDA SEJA POR: SALÁRIO MÍNIMO QUE NÃO ATENDE AS NECESSIDADES BÁSICAS (art. 7°, IV, da CF); ESCASSEZ OU AUSÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA (art. 144, da CF); SERVIÇOS PÚBLICOS INEFICIENTES (LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995); IMORALIDADE DOS AGENTES POLÍTICOS (LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992); DOENÇAS PROVOCADAS POR PRECARIEDADE NA INFRAESTRUTURA DE SANEAMENTO BÁSICO (LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007); OMISSÃO, NEGLIGÊNCIA DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO AO USO INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA (LEI Nº 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989); VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTARES PARA ABSOLVER AGENTE POLÍTICO CORRUPTO..