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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O Brasil dos bárbaros e dos mais fortes aniquilando a civilidade

Brasil Progresso – O mensaleiro condenando pelo STF quer se aposentar por invalidez mesmo após renúncia. Numa demonstração de imoralidade administrativa vemos que o Estado brasileiro é absolutista. Ao povo trabalhador, que tem que implorar pela aposentadoria, mesmo que esteja morrendo, a certeza de que a patifaria é salutar e muito bem-vinda num Estado maquiavélico.

Genoino fez o que fez e ainda pedirá uma aposentadoria muito substancial, que é surreal aos milhões de brasileiros aposentados que ganham menos que o teto máximo do INSS. Ao povo, ou seja, aos não absolutistas, a sobrevivência é cruel, maquiavélica, digno de um  Estado Nazista. Sim, o povo brasileiro vive num holocausto cujos resultados são endividamentos eternos, venda de bens para poder sobreviver abaixo da dignidade humana.

Enquanto o povo vive depressivo, com problemas cardiológicos pela pressão alta acometida pela luta diária a sua sobrevivência, os reis (agentes públicos políticos) vivem como verdadeiros senhores do Palácio de Versalhes. A cada dia novas denúncias sobre corrupções, e não pense que improbidade administrativa é somente por ilegalidades, mas por imoralidades também, não param de surgir, assim como as investidas dos caras de pau que continuam a achar que o povo brasileiro ainda é o povo reprimido no tempo da Coroa, da Ditadura. As manifestações populares de 2013 demonstraram que o povo cansou de tanta patifaria.

O mais absurdo de tudo é ver que os Governos (Federal, Municipal e estadual) não possuem dinheiro para educação, saneamento básico, saúde e segurança pública, mas conseguem muito dinheiro para construções de estádios futebolistas, museus etc.

A professora Maria Sylvia de Pietro ensina:

“não é preciso penetrar na intenção do agente, porque o próprio objeto resulta a imoralidade. Isto ocorre quando o conteúdo de determinado ato contraria o senso comum de honestidade, retidão, equilíbrio, justiça, respeito à dignidade do ser humano, à boa fé, ao trabalho, à ética das instituições. A moralidade exige proporcionalidade entre os meios e os fins a atingir; entre os sacrifícios impostos à maioria dos cidadãos. Por isso mesmo, a imoralidade salta aos olhos quando a Administração Pública é pródiga em despesas legais, porém inúteis, como propaganda ou mordomia, quando a população precisa de assistência médica, alimentação, moradia, segurança, educação, isso sem falar no mínimo indispensável à existência digna”.

Vale observar que um ato dito legal pode ser imoral, o que é sumariamente condenável na administração pública.

Para Bandeira de Mello, “violar a moral corresponde  a violar o próprio Direito”.

A quem interessa matar o trabalhador honesto quando se vê as instituições públicas (saúde, educação, por exemplo) como verdadeiros centros medievais de crueldades? A quem interessa manter o povo na ignorância para, assim, poder controlar e ludibriá-lo? Como se pode classificar o ser humano que comete improbidade administrativa e, mesmo assim, age com sorrisos nos lábios e posturas dignas de Hitler?

Não se pode esquecer que o mínimo à sobrevivência digna do cidadão brasileiro, não agente público político, não quer dizer ganhar ajuda social do Estado, pois esta ajuda ainda assim não atende os preceitos Constitucionais.

Enquanto os políticos comem, bebem, se aposentam, moram, vestem-se do melhor para o melhor, o povo, o não privilegiado pelo Estado Absolutista – disfarçado de democrático – se contenta com o resto do resto. Não. O povo é supremo (CF/1988, artigo 1°, parágrafo único) e a Administração Pública deve estar abaixo do povo. O poder emana do povo, a voz de um cidadão deve valer mais que a de agente público, e não o que se vê quando – muito comum – agente público se aproveita do Estado Absolutista e reprime qualquer ação legal e moral do cidadão quanto a ineficiência na prestação de serviço público, quando sai às ruas e pede legalidade e moralidade nos atos administrativos – mas logo recebe a truculência dos (des) servidores militares a mando de gestores públicos ditadores.

A ignomínia nos setores públicos são tantas que torna a nação brasileira distanciada da civilidade, pois a luta pela sobrevivência desperta a fera troglodita milenar. O respeito, a compaixão, a docilidade, o amor, o sentimento de culpa nada representam na luta ferrenha pela sobrevivência. Enquanto o povo se digladia, os ímprobos se apoderam das riquezas nacionais, vendem o país.

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Sobre o Autor:
Humanista que contribui para a efetiva aplicação do artigo 3°, da CF/1988; (objetivos fundamentais), do artigo 5°, da CF; (Direitos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana), do artigo 37 (princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; principalmente sobre a moralidade administrativa) da Constituição Federal de 1988; e Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana dos quais o Brasil é signatário. NÃO HÁ DIGNIDADE HUMANA NUMA NAÇÃO QUANDO A MAIORIA DO POVO NÃO TEM QUALIDADE DE VIDA SEJA POR: SALÁRIO MÍNIMO QUE NÃO ATENDE AS NECESSIDADES BÁSICAS (art. 7°, IV, da CF); ESCASSEZ OU AUSÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA (art. 144, da CF); SERVIÇOS PÚBLICOS INEFICIENTES (LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995); IMORALIDADE DOS AGENTES POLÍTICOS (LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992); DOENÇAS PROVOCADAS POR PRECARIEDADE NA INFRAESTRUTURA DE SANEAMENTO BÁSICO (LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007); OMISSÃO, NEGLIGÊNCIA DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO AO USO INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA (LEI Nº 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989); VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTARES PARA ABSOLVER AGENTE POLÍTICO CORRUPTO..