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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL, pode depor na delegacia sobre o caso do cinegrafista Santiago Andrade da Band

Brasil Progresso – Desde o acontecimento trágico com o cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Ilídio Andrade, a imprensa tem se esforçado para solucionar o acidente. Acidente, até o momento, pois não há evidência concreta se foi intencional ou não. O que se sabe por depoimento, de jornalista que deu sua versão ao Fantástico é que o artefato, até então, era direcionado para os policiais, e não para o jornalista:

“E reparei que nessa hora eu vi um homem com um lenço no rosto preto, calça jeans, com uma camisa cinza, arriado, tentando acender um artefato, um foguete, um foguetezinho, nesse momento. Quando eu levantei a câmera pra fazer essa foto, o homem conseguiu acender esse artefato e saiu correndo. Logo em seguida, esse morteiro disparou e atingiu o nosso companheiro cinegrafista. Eu vi que naquele momento o homem na verdade, ele estava tentando, ele posicionou o artefato em direção aos policiais. Mas, infelizmente, pegou no nosso companheiro.” (fotógrafo que concedeu entrevista ao JN, em 07/02/2014)

 

identificação do artefato

Grupo Bandeirantes fez uma comunicação sobre o acidente envolvendo seu jornalista cinegrafista "O cinegrafista Santiago Andrade da Band foi ferido na cabeça por um artefato – não se sabe, por enquanto, se uma bomba de gás lacrimogênio ou de fabricação caseira" (Rio: protesto tem 7 feridos; caso de cinegrafista da Band é o mais grave - Terra Brasil)

A pedido da TV Globo, o perito criminal e professor de medicina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Nelson Massini analisou imagens e fotos do evento que causou o acidente ao jornalista cinegrafista da Band. Na análise de Massini “É um rojão que pode ser comprado em qualquer loja de artifício e por qualquer pessoa. Não é uma bomba de fabricação caseira nem um cabeção de nego. São fogos usados em festividades”, ainda disse que o artefato que atingira o cinegrafista não é usado pela Polícia Militar.

 

Lançamento do artefato e letalidade

Em entrevista coletiva (06/02/2014), o delegado Maurício Luciano, da 17ª DP (São Cristóvão) disse que "A gente tem a convicção pela avaliação dos especialistas de que esse artefato não  foi deflagrado pelas forças de segurança. Foram colocados pelas pessoas que estavam participando da manifestação. Isso a polícia já pode concluir".

O inspetor de polícia, técnico em explosivos e integrante do Esquadrão Anti-Bombas da Polícia Civil do Rio, Elington Cacella,declarou que "Os artefatos usados pela polícia podem até causar ferimentos, se usados de forma inadequada. Mas não produzem nem luz nem calor semelhantes ao do rojão que explodiu ontem".

 

Identificação do autor

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) também se manifestou sobre o ocorrido informando que ainda não se sabe quem causou o disparo do artefato, se policiais ou manifestantes

Em primeiro momento, não foi possível identificar quem  lançou o artefato. Depois, com auxílio de imagem e gravações visuais, foi possível identificar os autores do grave acidente com o jornalista cinegrafista Santiago Ilídio Andrade. Por livre e espontânea vontade o jovem Fábio Raposo Barbosa, de 22 anos, se apresentou, acompanhado de seu advogado, na 16ª DP, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, no dia 8/02/2014.  A ida do jovem a delegacia foi para se justificar diante das imagens que foram divulgadas ao público. O jovem declarou que  o artefato foi encontrado no solo por ele, ao pegar o artefato um outro manifestante pediu o artefato e acendeu o pavio e depois recolou no solo. Depois disso foi liberado pela polícia.

 

Inquérito e prisão

No dia 8/02/2014, a polícia abriu inquérito e indiciou Fábio Raposo por tentativa de homicídio, qualificado por uso de explosivo e crime de explosão. Para a polícia  "A versão do senhor Fábio é no mínimo fantasiosa. Ele está tentando se justificar pelo injustificável".

A prisão de Fabiano Raposo se deu  por mandado de prisão temporária expedido pela Justiça. Fabiano foi preso em sua casa na casa de seus pais, no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio.

 

Novos acontecimentos

No dia 09/02/2014, o Fantástico disse que o advogado Jonas Tadeu e o estagiário Marcelo Mattoso prestaram assistência jurídica a Fábio Raposo.  Termo de Declaração foi assinado por ambos a pedido do delegado que investiga o caso. No termo de declaração, o advogado afirma que a ativista Elisa Quadros (Sininho) disse que o homem que acendeu o rojão era ligado ao deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL. Diante da repercussão nacional e de ter seu nome envolvido no caso, o deputado se pronunciou:

“Se qualquer manifestante ligou para alguém e disse que a pessoa que jogou a bomba tem algum laço comigo, vai ter que provar isso. Se não provar, seja quem for, será processada por isso. Agora tem que realmente confirmar se disse isso. Até agora há uma versão de um advogado que não sei quem é afirmando que em um determinado telefonema alguém disse isso. Isso tudo é muito suspeito em um momento que isso precisa ser apurado porque não sei quais interesses poderiam estar por trás dessa informação”.

Por sua vez, o deputado respondera ao Fantástico que recebera ligação de Sininho:

“Apenas isso, que havia um risco de que ele fosse torturado nas prisões. Pedindo ajuda caso ele fosse torturado, evidentemente que nem ele nem ninguém pode ser torturado e isso a gente acompanha. Agora, daí a uma denúncia de que haveria ligação com quem jogou a bomba vai uma distância enorme. Tanto o advogado quanto ela vão ter que prestar depoimento e vão ter que comprovar o que estão dizendo, se é que realmente disseram isso”.

Já o advogado Jonas Tadeu e o estagiário Marcelo Mattoso confirmaram as informações que constam no termo de declaração ao darem entrevista à Globo:

“Essa moça que eu não conheço perguntou o meu nome, eu dei o nome e ela disse que estava ligando a mando do deputado e oferecendo uma equipe de criminalistas para defende o rapaz, o Fabio. Se que o outro menino era companheiro dela. Foi isso que aconteceu”, afirma Jonas Tadeu, advogado de Fábio Raposo.

“Ela disse que o rapaz que estava junto com o Fabio era ligado ao deputado. Não estou afirmando que o deputado declarou isso. Eu acho que foi à revelia dele. Acho que ele não tem conhecimento dele. Acho que usaram o nome dele”, declara Jonas Tadeu.

Maurício Luciano, delegado que investiga o caso, confirmou o termo de declaração:

“O que aconteceu é que durante o depoimento do Fabio, o estagiário do escritório do advogado que o representava recebeu um telefonema e disse que a interlocutora era a Sininho. E uma suposta manifestante já conhecida. E ele disse que o diálogo era que ela estava dizendo alguma coisa envolvendo o Fabio, e que queria prestar solidariedade ao Fabio, oferecer assistência jurídica, dizendo que estaria ali representando o deputado Marcelo Freixo, e reportou isso para mim”.

Quanto a ativista Sininho, o delegado disse que vai convocá-la para depor:

“Nós aproveitamos inclusive que ela estava nas imediações da delegacia, e a intimamos para prestar depoimento na próxima terça-feira (11). Vamos fazer a oitiva da Sininho para ver se ela confirma ou não aquilo que o estagiário afirma que ela teria dito”.

Assim como a ativista será convocada a prestar depoimento, o delegado poderá convocar o deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL:

“Nós temos só a declaração do estagiário, por isso é tudo é muito inicial para a gente fazer qualquer juízo de valor. Essa declaração dele foi de uma maneira genérica, de explicar que tipo de ligação seria essa. Profissional, pessoal... Portanto é muito simples e imaturo fazer qualquer tipo de afirmação, se há ligação ou se não há. Por isso que os depoimentos são importantes, e o da Sininho, na terça-feira, será fundamental para esses esclarecimentos”.

Até o momento não há sentenciados, não se pode acusar quem quer que seja, pois todos são inocentes até o trânsito julgado. Contudo, como sempre Brasil Progresso vem demonstrando, o caos no Brasil se deve ao Palácio de Versalhes moderno (Brasília). A casa do povo se transformou numa oportunidade de maracutais sem precedentes nas Repúblicas em que o Brasil já teve. As manifestações populares são respostas contra as improbidades administrativas cometidas pelos que deveriam e devem zelar pela dignidade do povo. Nisso, não há de se desconsiderar aproveitadores que querem levantar revoltas para ensejarem suas maquiavélicas intenções, ou seja, ao povo não há interesse, mas, sim, na aquisição de poder.

 

Conclusão

Neste tempos perigosos é preciso lucidez para não se perder diante de tantas informações. Ler sempre, discernir sempre e ter, em primeiro lugar, os direitos humanos a nortear as decisões (leia Para Entender os Direitos Humanos). Se por uma lado os acontecimentos vergonhosos por ações de  empresários da iniciativa privada e de agentes públicos políticos ímprobos (transito em julgado) causam tormentosas lágrimas ao povo, por outro, o povo também é culpado, por não se  importar  com política, ou seja, não se importar com sua própria vida que é direcionada pelas atuações dos eleitos pelo próprio povo No Brasil política é só votar e reclamar, não há participação plena seja por meio de ação popular, plebiscito e referendo. O Brasil é um dos países cuja democracia e Semidemocracia.

Leia: Classificando Regimes Políticos na América Latina - Os países latino-americanos não são democracias consolidadas)

 

Para meditar:

"A psicologia do indivíduo corresponde à psicologia das nações

A psicologia do indivíduo corresponde à psicologia das nações. As nações fazem exatamente o que cada um faz individualmente; e do modo como o indivíduo age, a nação também agirá.

Somente com a transformação da atitude do indivíduo é que começara a transformar-se a psicologia da nação. Até hoje, os grandes problemas da humanidade nunca foram resolvidos por decretos coletivos, mas somente pela renovação da atitude do indivíduo.

Em tempo algum meditar sobre si mesmo foi uma necessidade tão imperiosa e a única coisa certa, como nesta catastrófica época contemporânea.

Mas quem se questiona a si mesmo depara invariavelmente com as barreiras do inconsciente, que contém justamente aquilo que mais importa conhecer (...) Muitos ainda procuram fora de si mesmos; uns acreditam na ilusão da vitória e do poder; outros, em tratados e decretos; outros, ainda, na destruição da ordem vigente. Mas são poucos os que buscam dentro de si, poucos os que se perguntam se não seriam mais úteis à sociedade humana se cada qual começasse por si, se não seria melhor, em vez de exigir dos outros, por à prova primeiro em sua própria pessoa, em seu foro interior, a suspensão da ordem vigente, as leis e vitórias que apregoam em praça pública.

 É indispensável que em cada indivíduo se produza um desmoronamento, uma divisão interior, que se dissolva o que existe e se faça uma renovação, mas sem impô-la ao próximo sob o manto farisaico do amor cristão ou do senso da responsabilidade social - ou o que quer que seja usado para disfarçar as necessidades pessoais e inconscientes do poder.

O autoconhecimento de cada indivíduo, a volta do ser humano às suas origens, ao seu próprio ser e à sua verdade individual e social, eis o começo da cura da cegueira que domina o mundo de hoje?" (Carl Gustav Jung -  Retirado de  Psicologia do Inconsciente, prefácio à primeira edição).

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Sobre o Autor:
Humanista que contribui para a efetiva aplicação do artigo 3°, da CF/1988; (objetivos fundamentais), do artigo 5°, da CF; (Direitos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana), do artigo 37 (princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; principalmente sobre a moralidade administrativa) da Constituição Federal de 1988; e Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana dos quais o Brasil é signatário. NÃO HÁ DIGNIDADE HUMANA NUMA NAÇÃO QUANDO A MAIORIA DO POVO NÃO TEM QUALIDADE DE VIDA SEJA POR: SALÁRIO MÍNIMO QUE NÃO ATENDE AS NECESSIDADES BÁSICAS (art. 7°, IV, da CF); ESCASSEZ OU AUSÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA (art. 144, da CF); SERVIÇOS PÚBLICOS INEFICIENTES (LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995); IMORALIDADE DOS AGENTES POLÍTICOS (LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992); DOENÇAS PROVOCADAS POR PRECARIEDADE NA INFRAESTRUTURA DE SANEAMENTO BÁSICO (LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007); OMISSÃO, NEGLIGÊNCIA DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO AO USO INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA (LEI Nº 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989); VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTARES PARA ABSOLVER AGENTE POLÍTICO CORRUPTO..