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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O cinegrafista da Band, o artefato, as manifestações e o Estado Absolutista brasileiro

imageBrasil Progresso – Manifestações populares sempre reivindicam soluções do Estado aos problemas que degradam a qualidade de vida do povo. Bem antes de junho de 2013 o Brasil tem presenciado diversas manifestações contra às políticas sociais, econômicas, educacionais, saúde, transporte, habitação, saneamento básico, improbidades administrativas e segurança pública.

Até então as polícias militares agiam com truculências diante das manifestações como forma de manter a “ordem social”. Junho de 2013, nova forma de protestar surgiu no Brasil. O povo reprimido e acuado passou a revidar contra às ações truculentas dos policiais. A imprensa internacional não estigmatizou os manifestantes de “vândalos”, como aconteceu no Brasil. Por pressões internacionais, como sempre acontece, na maioria das vezes, foram mostrados vídeos de ações policiais além da razoabilidade e proporcionalidade numa demonstração de pleno despreparo técnico das polícias militares.

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No meio do caos inocentes são feridos tanto do lado dos policiais, que atuam dentro da legalidade e moralidade, quanto manifestantes, que agem em legítima defesa.

A Declaração Universal do Direitos Humanos, que foi adotada e proclamada pela resolução 217 A (III)  da  Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948, em seu preâmbulo dá o direito de o povo se rebelar contra a tirania e opressão do Estado.

As manifestações no Brasil tem acontecido por inúmeros casos de improbidades administrativas provocadas por agentes públicos, principalmente de políticos. A imoralidade tem sido cada vez mais descarada e repetida inúmeras vezes, como, por exemplo, do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) – na casa do povo se deturba o estado democrático de direito. O mensalão é o nítido estado que se encontra a República brasileira: furto de dinheiro público e vitalidade de milhões de cidadãos trabalhadores idôneos, que enfrentam a árdua tarefa de se manterem  vivos num dos países com as maiores diferenças sociais do mundo.

Mas nada justifica atacar qualquer jornalista, seja ele com ou sem diploma universitário, pois, numa democracia, a imprensa é de suma importância para  manutenção e fortalecimento do Estado de direito. É através de matérias jornalistas, sem quaisquer pretensões puramente pessoais e egoísticas, mas baseadas em fatos concretos da vida sociopolítica cotidiana brasileira, e com ideais no bem-estar da coletividade, que é possível se ter conhecimentos e, através destes conhecimentos, discernir.

Não se pode esquecer que, infelizmente, o jornalismo pode ser usado para diversas finalidades, uma para favorecer o povo, quando num Estado democrático de direito, outra, para encobrir atos violadores dos direitos humanos, como no caso de Estado fascista, ditador. Por isso, o povo deve ter acesso aos vários canais de informações atuais, como Youtube, TV por assinatura ou não, imprensa digital ou não.  O saber é direito inerente ao ser humano, pois faz parte da sua essência em querer descobrir a verdade, encontrar informações que possam ajudá-lo a se tornar melhor nas relações humanas e consigo. Por mais que se tenham pessoas que procuram se informar para prejudicar outros seres humanos, a humanidade em sua história sempre demonstrou que a paz sempre é buscada para os conflitos humanos.

Até o momento não se sabe se o acontecimento com o jornalista da Rede Bandeirante foi intencional ou não. Brasil Progresso se solidariza com os familiares do jornalista cinegrafista Santiago Ilídio Andrade.

Aos manifestantes

Agir contra truculências (abuso de autoridade e de poder) em legítima defesa e em caso de necessidade. Não atacar jornalistas, pois são importantes para a democracia. Jamais deixem de defender seus direitos e de todos os brasileiros coagidos a uma vida indigna pelo perverso sistema político absolutista, que vive o Brasil.

Aos policiais

Agir dentro da legalidade e moralidade administrativas. Agir com proporcionalidade e razoabilidade diante de cada caso concreto.

Ao Congresso Nacional e a presidenta da República

Enquanto os privilégios absolutistas existirem nos Poderes Públicos em detrimento da dignidade do povo, não haverá paz, desenvolvimento social universal. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, assim como tratados e convenções internacionais que versão sobre direitos humanos, não passarão de letras mortas em solo brasileiro impregnado de barbarismos.

São as autoridades públicas responsáveis pelas manifestações exaltadas enquanto vigorarem as ilegalidades e imoralidades administrativas que lesam à nação, muito mais que guerras entre narcotraficantes. Improbidades administrativas, seja municipal, estadual ou federal, por agentes públicos, de qualquer espécie, subtraem esperanças, ceifam vidas tanto humanas quanto dos demais seres vivos. O que se espera para as futuras gerações brasileiras quando há sistema perverso que mantém pessoas distanciadas do direito à vida digna? O resultado será um futuro de lágrimas, ranger de dentes, de crueldade, de apatia, de formações de guetos – de um lado os condomínios luxuosos, de outro os moradores de comunidades. A vida brasileira será inóspita, a vida em si e todos os valores humanísticos serão apenas sonhos de um mundo celestial.

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Sobre o Autor:
Humanista que contribui para a efetiva aplicação do artigo 3°, da CF/1988; (objetivos fundamentais), do artigo 5°, da CF; (Direitos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana), do artigo 37 (princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; principalmente sobre a moralidade administrativa) da Constituição Federal de 1988; e Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana dos quais o Brasil é signatário. NÃO HÁ DIGNIDADE HUMANA NUMA NAÇÃO QUANDO A MAIORIA DO POVO NÃO TEM QUALIDADE DE VIDA SEJA POR: SALÁRIO MÍNIMO QUE NÃO ATENDE AS NECESSIDADES BÁSICAS (art. 7°, IV, da CF); ESCASSEZ OU AUSÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA (art. 144, da CF); SERVIÇOS PÚBLICOS INEFICIENTES (LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995); IMORALIDADE DOS AGENTES POLÍTICOS (LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992); DOENÇAS PROVOCADAS POR PRECARIEDADE NA INFRAESTRUTURA DE SANEAMENTO BÁSICO (LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007); OMISSÃO, NEGLIGÊNCIA DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO AO USO INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA (LEI Nº 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989); VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTARES PARA ABSOLVER AGENTE POLÍTICO CORRUPTO..