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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Sibutramina no mundo e no Brasil. Risco de morte ou ficar esbelto?

imageBrasil Progresso – Enquanto na maior parte do mundo, 16 países, – cito alguns como União Europeia, Estados Unidos, Austrália e Uruguai, Paraguai e México-, a sibutramina foi proibida de ser comercializada, no Brasil, a ANVISA não sabe o que fazer.O que levou a sibutramina ser proibida no mundo?

“A partir de suspeitas relativas ao risco cardiovascular, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) solicitou ao fabricante Abbott um estudo em que fosse avaliado o risco da sibutramina entre  os  usuários  obesos  que  apresentavam  um  risco  prévio  cardiovascular.  O  estudo, denominado SCOUT, durou 6 anos, e seu relatório final foi publicado em setembro de 2010, no New England Journal of Medicine.

Entre as conclusões do artigo, destacam-se:
- apenas 30,4% dos pacientes tratados com sibutramina perderam
pelo menos 5% do seu peso corporal em 3 meses;
-  aumento  de  eventos  adversos  não  fatais  cardiovasculares  nos  pacientes  tratados  com sibutramina com conhecida doença cardiovascular subjacente (diagnosticada por médico);
-  16%  de  aumento  do  risco  CV  (como  Infarto  Agudo  do Miocárdio  e  Acidente  Vascular Cerebral) entre usuários de sibutramina (p=0,016).

Em janeiro de 2010, a EMA determinou o cancelamento do registro da sibutramina na Europa devido aos riscos cardiovasculares demonstrados pelo estudo SCOUT. O FDA (Food and Drug Administration),  em  outubro  de  2010,  anunciou  que  a empresa  retiraria  voluntariamente  a
sibutramina dos Estados Unidos. A mesma medida foi tomada no Canadá e Austrália”. (Fonte:
Portal Anvisa)

 

ANVISA, suas decisões motivadas por pressões externas

No Brasil, a Câmara Técnica de Medicamentos (CATEME), em 26 de outubro de 2010, lançou parecer  demonstrando  que os riscos superam os seus benefícios.No primeiro momento a ANVISA lançou proposta de banir a sibutramina, e outros inibidores de apetite  do mercado nacional.

Leia: A retirada dos inibidores de apetite do mercado. Francisco José Roma Paumgartten, membro da CATEME, médico, professor titular da Escola Nacional de Saúde
Pública da Fundação Oswaldo Cruz
.

No primeiro momento a Anvisa disse que “a sibutramina tem baixo coeficiente de efetividade de redução de peso e pouca manutenção de perda em longo prazo. Além disso, estudos indicam o possível aumento de risco cardiovascular entre todos os usuários”. Além disso, “os medicamentos anorexígenos anfepramona, femproporex e mazindol, por sua vez, apresentam graves riscos cardiopulmonares e do sistema nervoso central. Esses fatores tornam insustentável a permanência destes produtos no mercado, mesmo se forem consideradas as melhorias já implantadas no processo de controle da venda destes medicamentos”. pelas primeiras declarações se entende que a Anvisa não vê justificativa para a prescrição e venda desses produtos no país. Essa foi a primeira decisão da ANVISA.

Em certo momento a ANVISA queria proibir, mas, por pressões de médicos endocrinologistas e de pacientes que usavam o remédio, a ANVISA recuou em sua decisão e permitiu a comercialização, desde que  se aumente o rigor do controle sobre a venda e uso da sibutramina.

“O remédio somente pode ser vendido mediante a apresentação de um termo de informação, em três vias, assinado pelo médico e paciente. Fabricantes teriam ainda de criar um sistema de vigilância para identificar todos problemas relacionados ao medicamento. Além disso, o sistema de vigilância da Anvisa para reações adversas ao medicamento seria ampliado. Ao anunciar a revisão do posicionamento, Maria Eugênia não apresentou justificativa. Afirmou apenas que a decisão era técnica.” (Fonte: Anvisa libera sibutramina e proíbe outros emagrecedores - vida - saude – Estadão)

Afinal, a ANVISA deve seguir as recomendações do parecer da Câmara Técnica de Medicamentos (CATEME) ou às pressões de médicos e pacientes? Por que Maria Eugênia não apresentou justificativa quanto à liberação da sibutramina?

Como, na grande maioria, tudo no Brasil é duvidoso, a sibutramina foi liberada para comercialização apesar dos estudos científicos indicando mais malefícios do que benefícios quanto ao tratamento de obesidade. Se assemelha ao caso dos agrotóxicos. Muitos já foram proibidos, mundialmente, pelos seus efeitos cancerígenos, mas o Brasil ainda teima em comercializá-los, o pior é que são lançados nas agriculturas contaminando o meio ambiente, numa demonstração de o que Brasil é antissustentabilidade, que as futuras gerações se danem. O CDC, como eu sempre digo, é uma lei morta para a realidade, assim como a Constituição.

Quero deixar claro que o problema mundial quanto à obesidade se deve aos alimentos industrializados. Esses são riquíssimos em gorduras e açúcares. No modelo que o mundo atualmente vive, do capitalismo selvagem, as pessoas não têm tempo para prepararem seus alimentos como há 64 (sessenta e quatro) anos. Peguem qualquer filme e verão que a maioria das pessoas, principalmente os filmes produzidos pelos EUA, não eram obesos. “Tempo é dinheiro” e assim os seres humanos têm suas vidas motivas para comerem, trabalharem, pagarem tributos. Há indícios que agrotóxicos causam obesidade (Pesquisa relaciona aumento do risco de obesidade à contaminação pelo agrotóxico atrazina). O que vem acontecendo é que cada vez mais se produzem  alimentos industrializados sem a menor preocupação com o bem-estar do ser humano, apenas há intenções de lucros. E o que dizer das “gordura trans”, dos transgênicos?

Saiba:

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Sobre o Autor:
Humanista que contribui para a efetiva aplicação do artigo 3°, da CF/1988; (objetivos fundamentais), do artigo 5°, da CF; (Direitos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana), do artigo 37 (princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; principalmente sobre a moralidade administrativa) da Constituição Federal de 1988; e Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana dos quais o Brasil é signatário. NÃO HÁ DIGNIDADE HUMANA NUMA NAÇÃO QUANDO A MAIORIA DO POVO NÃO TEM QUALIDADE DE VIDA SEJA POR: SALÁRIO MÍNIMO QUE NÃO ATENDE AS NECESSIDADES BÁSICAS (art. 7°, IV, da CF); ESCASSEZ OU AUSÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA (art. 144, da CF); SERVIÇOS PÚBLICOS INEFICIENTES (LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995); IMORALIDADE DOS AGENTES POLÍTICOS (LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992); DOENÇAS PROVOCADAS POR PRECARIEDADE NA INFRAESTRUTURA DE SANEAMENTO BÁSICO (LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007); OMISSÃO, NEGLIGÊNCIA DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO AO USO INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA (LEI Nº 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989); VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTARES PARA ABSOLVER AGENTE POLÍTICO CORRUPTO..