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segunda-feira, 14 de julho de 2014

E Dilma Rousseff foi vaiada (mais uma vez)

Brasil Progresso – A presidenta da República Dilma Rousseff foi (mais uma vez) vaiada e xingada. Alguns dirão “quem?” vaiou a presidenta já que o jogo era entre alemães e argentinos. Ora, o Maracanã também tinha torcedores brasileiros, a favor da Alemanha ou da Argentina.

Seja como for, dizer que os xingamentos foram “liberdade de expressão” é, no mínimo, dizer que se pode linchar qualquer pessoa na rua quando comete algum crime. O Brasil está perdendo a sua civilidade, se é que já não perdeu há muito tempo, com justificativas de “país democrático”.

Democracia é ante de tudo civilidade. Desde que o Brasil deixou de ser uma país ditador (1964 a 1985) a educação (civilidade) parece que foi esquecida. Badernas, improbidades administrativas, desrespeito aos idosos, aos professores, nada escapa ao “novo” povo das liberdades democráticas.

A Constituição virou um “best-seller” de atos nefastos com requintes a invejar Maquiavel. Um povo reprimido por décadas ao ato de votar (escolher seus representantes) não sabe votar. Nos moldes de “dou e receberei”, os eleitores  votam esperando soluções rápidas aos seus problemas. Um rua asfaltada, um posto de saúde com assentos novos, um piscina artificial para se banhar. Pronto. Povo feliz, povo que vota no “salvador” (candidato a eleição).

Enquanto isso, a oligarquia industrial e empresarial articulam com imorais (imoralidade administrativa) agentes políticos meios para ambos lucrarem à custa do sofrimento do povo (párias seculares). E quem vaiou no Maracanã? Foram os párias seculares? Claro que não.

A bem da verdade, as oligarquias se sentem ameaçadas pela segunda dimensão dos direitos humanos sendo materializadas no Brasil. Como bois mantidos,os párias seculares não tiveram chances de alcançarem melhores condições de estudo e sociais. Assim, o assistencialismo do Estado virou “comunismo”.

Fato é que os  párias precisam de amparo do Estado e não existe qualquer contra-argumento eficaz que possa impedir a 2ª dimensão dos direitos humanos. A CF/1988, no artigo 6°, por exemplo, tem a presença da 2ª dimensão dos direitos humanos. Desde que o estado vem colocando em prática a 2ª dimensão dos direitos humanos, as oligarquias vem sentindo mal-estar, pois estão tendo que conviver com os ex-excluídos seculares (acesse aqui artigo para compreender).

Que o Brasil precisa melhorar substancialmente, sim, precisa. Mas não são com ataques verbais que a situação brasileira irá mudar. O receio é quanto à 2ª dimensão não ser aplicada mais sob justificativas de que o “novo” é benéfico.

O Brasil ainda não sabe o que é democracia. Pensa-se que democracia é “terra sem lei”, mas não é. Há leis, porém o que falta é a materialização destas leis. Muito papel e pouca concretização tanto nos atos dos servidores públicos como dos não servidores.

E assim segue o Brasil onde os que acusam “corrupção” , não perdem tempo em seres corruptos. Uma “ajuda” ao policial para que este não multe o condutor infrator, uma “ajuda” ao despachante de repartição pública para “agilizar” algum processo ou documento. E assim segue o Brasil.

É fácil acusar, difícil é vigiar os próprios atos ímprobos, imorais. “Procura-se um brasileiro honesto”. Daqui a pouco tal frase será de algum concurso à premiar cidadãos honestos.

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Sobre o Autor:
Humanista que contribui para a efetiva aplicação do artigo 3°, da CF/1988; (objetivos fundamentais), do artigo 5°, da CF; (Direitos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana), do artigo 37 (princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; principalmente sobre a moralidade administrativa) da Constituição Federal de 1988; e Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana dos quais o Brasil é signatário. NÃO HÁ DIGNIDADE HUMANA NUMA NAÇÃO QUANDO A MAIORIA DO POVO NÃO TEM QUALIDADE DE VIDA SEJA POR: SALÁRIO MÍNIMO QUE NÃO ATENDE AS NECESSIDADES BÁSICAS (art. 7°, IV, da CF); ESCASSEZ OU AUSÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA (art. 144, da CF); SERVIÇOS PÚBLICOS INEFICIENTES (LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995); IMORALIDADE DOS AGENTES POLÍTICOS (LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992); DOENÇAS PROVOCADAS POR PRECARIEDADE NA INFRAESTRUTURA DE SANEAMENTO BÁSICO (LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007); OMISSÃO, NEGLIGÊNCIA DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO AO USO INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA (LEI Nº 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989); VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTARES PARA ABSOLVER AGENTE POLÍTICO CORRUPTO..