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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Os contrastes brasileiro antes, durante e pós-Copa

Brasil Progresso – A Copa terminou e isto é fato. Antes da Copa do Mundo, o Brasil se preparou para sediar um dos mais grandiosos espetáculos do mundo, a Copa Mundial de Futebol ou World Cup Soccer.

O governo federal, juntamente com os governos estaduais que sediariam a Copa, não mediram esforços para tornar a Copa no Brasil um espetáculo para gringo não duvidar das potencialidades brasileiras. No início das reformas e construções de estádios futebolistas, assim como vias, a mídia internacional não parava de noticiar os atrasos. Alguns diziam que a Copa não iria ser bem-sucedida no Brasil pelas demoras nas reformas e construções.

A própria imprensa brasileira divulgou noticiários sobre os erros e contratempos, o que fez muitos brasileiros duvidarem da eficiência brasileira em sediar a Copa. Passado o mal-estar, os estádios foram construídos. Bem antes disso, as vias públicas abertas à circulação aos usuários de vias terrestres passaram por modificações para atender a demanda – mais usuários, no caso, os estrangeiros que chegariam para assistir a Copa.

No Rio de Janeiro, o trânsito, já caótico, ficou insuportável. Antes do primeiro caos no trânsito, a prefeitura tinha decretado feriado não integral. O resultado, não duvidoso, foi congestionamentos além do corriqueiro na cidade do Rio de Janeiro. A  solução encontrada pela prefeitura foi decretar feriado integral.

Durante a Copa, as polícias intensificaram as repressões aos manifestantes contra os gastos despendidos para o Brasil sediar a Copa. Abusos de autoridades e violações de direitos humanos foram corriqueiros contra os manifestantes. A premissa de abuso é verdadeira, e tanto é que a Anistia Internacional se manifestou contra ações arbitrárias violadoras dos direitos humanos (acesse aqui se quiser assinar).

Quantos aos estrangeiros, eles ficaram maravilhados com as belezas naturais: homens, mulheres e natureza. A cordialidade brasileira encantou os gringos. Diante da miséria do povo brasileiro, alguns jogadores de seleções internacionais doaram quantias pecuniárias. Sujidade nas ruas e trânsito caótico foram algumas das reclamações dos gringos.

Não se pode dizer o mesmo dos moradores brasileiros onde houve reunião de torcedores para comemorarem os jogos. Portões urinados foram um das reclamações dos moradores. Além disso, o barulho que incomodou a tranquilidade dos moradores locais deixou de ser crime, pois em evento popular vale tudo.

Os preços dos alimentos, das hospedagens subiram demasiadamente. Na esperança (ganância) de lucros diante da Copa, os comerciantes, os restaurantes e proprietários de residências particulares aumentaram os preços. Como o brasileiro adora futebol, nada mais compreensível a hipnose diante dos aumentos abusivos. Em dia de jogo da seleção brasileira, e sua vitória, cervejas, carnes e a famosa caipirinha brasileira deram lugar ao êxtase da alegria. Assim, os preços abusivos eram esquecidos.

Com a goleada, histórica, da Alemanha sobre o Brasil, os brasileiros se despediram da Copa. Passado o frenesi, o povo brasileiro começou a enxerga a realidade dos preços e o salário mínimo indecoroso e desumano. A festa hipnótica terminara, a realidade esdrúxula se apresenta aos olhos, corpo e alma do povo brasileiro.

A Copa terminou, os gringos retornaram para suas terras. Felizes com a hospitalidade brasileira disseram que retornariam ao Brasil. Mas para morar ou passear? Aos brasileiros que não podem sair do Brasil, o sonho da taça se foi, a realidade do caos em todos os setores dos serviços públicos, assim como as manobras, incansáveis, dos mensaleiros, não termina, a realidade é amarga.

As eleições de 2014 começam em outubro. A lista de ficha suja não para de crescer. O MPE (Ministério Público Eleitoral) pediu para a Justiça Eleitoral proibir o registro de 1.883 candidatos aos cargos de deputado distrital, estadual e federal, além de senador e governador. 20% do total foram denunciados por serem fichas-sujas. A Lei da Ficha Limpa está demonstrando a sua eficiência e necessidade para limpar de vez candidatos inidôneos.

Despois da Copa, os brasileiros terão as Olimpíadas. Mais gastos serão necessários. Ao povo brasileiro, o que terá de benefício? Vias urbanas em melhores condições, ônibus com ar condicionado, embelezamento paisagístico? E os serviços públicos melhorarão substancialmente como preconiza a CF/1988 em relação aos seus objetivos (art. 3°)? Pois ter belos estádios e o povo sofrendo com os péssimos serviços públicos não é dizer que o Brasil é uma país que garanta os direitos humanos.

O medo e pessimismo quanto ao fracasso brasileiro em sediar a Copa passaram. O Brasil demonstrou que, apesar dos atrasos, tem capacidade técnica. O pessimismo nacional deu lugar, em primeiro momento, a alegria, mas esta terminou com a perda do Brasil para a Alemanha.

É certo que o Brasil precisa acabar com a famigerada corrupção na Administração Pública, agir contra os atos grotescos de policiais aos manifestantes pacíficos e criar mecanismos eficientes para socializar (os jovens) e resssocializar (presidiários) à nação.

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Sobre o Autor:
Humanista que contribui para a efetiva aplicação do artigo 3°, da CF/1988; (objetivos fundamentais), do artigo 5°, da CF; (Direitos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana), do artigo 37 (princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; principalmente sobre a moralidade administrativa) da Constituição Federal de 1988; e Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana dos quais o Brasil é signatário. NÃO HÁ DIGNIDADE HUMANA NUMA NAÇÃO QUANDO A MAIORIA DO POVO NÃO TEM QUALIDADE DE VIDA SEJA POR: SALÁRIO MÍNIMO QUE NÃO ATENDE AS NECESSIDADES BÁSICAS (art. 7°, IV, da CF); ESCASSEZ OU AUSÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA (art. 144, da CF); SERVIÇOS PÚBLICOS INEFICIENTES (LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995); IMORALIDADE DOS AGENTES POLÍTICOS (LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992); DOENÇAS PROVOCADAS POR PRECARIEDADE NA INFRAESTRUTURA DE SANEAMENTO BÁSICO (LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007); OMISSÃO, NEGLIGÊNCIA DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO AO USO INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA (LEI Nº 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989); VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTARES PARA ABSOLVER AGENTE POLÍTICO CORRUPTO..