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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Motivos para não votar em “ficha suja”. Saiba como os “fichas sujas” agem e como a sua vida se transforma num inferno

Brasil Progresso – Ficha suja, quem o quer por perto? Quem o quer gerindo a vida, a saúde, a segurança pública, o emprego no Brasil?

Neste ano há eleições. Os “fichas sujas” ressurgem com promessas de melhorias para o povo, o mesmo povo que foi lesado pelos “fichas sujas”. Como a memória política do povo é curta, os “fichas sujas”, sabendo disso, não perdem tempo em angariar votos com belas propagandas eleitorais.

Entenda como o corrupto “ficha suja” age:

· Asfalta rua;

· Constrói hospital;

· Constrói colégio;

· Proporcionada alimentação a preço popular, de forma que o assalariado possa comprar o alimento;

· Incentiva o transporte alternativo, como van;

· Aumento o número de transporte público.

Enfim, faz e “ajuda” o povo, os necessitados, principalmente os que moram nas periferias das cidades. Mas isso não é bom? É nisso que mora o perigo: a intenção nada religiosa, nada honesta do “bom para o povo”.

O político não faz, mas gere as riquezas nacionais para dar qualidade de vida ao povo, o detentor de direitos, como preceitua A Constituição:

Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

I – a soberania;

II – a cidadania;

III – a dignidade da pessoa humana;

IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

V – o pluralismo político.

Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.

No parágrafo único da Constituição é cristalino quem detém o poder: povo. Assim, políticos apenas detém certa parcela de poder para atender as necessidades do povo. E quem é o povo? Todos que estão no Brasil, e demais brasileiros que estão fora do Brasil..

O “ficha suja” faz, mas tira o dinheiro do povo. Como? Simples. Darei explicação.

Imagine você trabalhador, que acorda às 4 horas da madrugada para se arrumar e, depois, ir ao ponto de ônibus. Já no ponto de ônibus há uma fila enorme. Ao entrar no ônibus, que lhe levará ao seu destino (trabalho), você fica espremido como uma sardinha enlatada.

Depois de mais de 1h (uma hora), pelo menos, dentro da lata de sardinha chamada de ônibus, você salta e vai para o emprego. Trabalha 8h (oito horas), ou mais. No final de seu trabalho você pega outro ônibus, ou trem, para retornar para sua residência. Durante um mês você faz o mesmo trajeto. No final do mês você recebe salário mínimo. Com o desconto do INSS, você recebe um mísero salário, que mal dá para sobreviver dignamente, como manda a Constituição:

Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

(…)

III – a dignidade da pessoa humana.

A própria Constituição assegura que:

Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:

(…)

IV – salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim.

Mas a realidade do poder aquisitivo, pelo vergonhoso salário mínimo, não atende as condições sociais (art. 7º, da CF/1988) dos trabalhadores.

Com o salário em mãos, você terá que pagar as suas contas (luz, água etc.), comprar alimentos. E saiba que ao comprar alimentos, ou qualquer outra coisa, você paga impostos, que servem para melhorar a sua vida.

Perguntas:

· Você compraria uma geladeira cujo preço é de R$ 1.000,00 (mil reais) sabendo que, em outro lugar, a mesma geladeira custa R$ 800,00 (oitocentos reais)?

· Você permitiria que um pedreiro fizesse uma reforma na sua casa pelo preço de R$ 10.000,00 (dez mil reais) sabendo que outro pedreiro faria a mesma obra por R$ 5.000,00 (cinco mil reais)?

“Claro que não”!

Você me responderia. E é assim que age o “ficha suja” ou corrupto político. Ele faz, mas toma em troca em forma de superfaturamento nas obras públicas ou qualquer ação que aparenta ajudar o povo, você.

É como se o “ficha suja”, todo mês, tirasse uma parcela de seu salário sem fazer nada, realmente para você – melhorar em 100% (cem por cento) a sua vida. Como assim? Saiba que qualquer político ganha salário, que se chama subsídio – pagamento em parcela única –, e é você quem paga o salário de cada político. Como? Através do Estado.

O Estado é uma ideia – unicidades de pensamentos de várias pessoas para a existência do Brasil –, ele só tem existência através da atuação dos agentes públicos, como os policiais, os políticos, os médicos de hospitais públicos, assim como os professores de redes públicas. Todos são pagos pelo Estado – soma de povo, território e soberania.

E como o Estado obtém dinheiro para pagar os agentes públicos? Simples, com arrecadação de impostos. É através da arrecadação de impostos que o Estado paga os salários dos agentes públicos. No final, você que - pega o ônibus lotado, molha a sua roupa com o suor de seu trabalho, come comida fria na marmita – paga os salários dos agentes públicos. Você que suporta durante um mês inteiro, ônibus ou trem lotados, broncas do patrão, no final do mês você “reparte” seu salário para pagar o salário dos agentes públicos, através de impostos.

Agora imagine esta situação. Você tem seu salário em mãos e alguém toma uma parte dele na marra. Como você se sentiria nessa afronta? Agora imagine que algum político se dizendo religioso - cristão, evangélico, guru, umbandista, budista etc. -,que tem familiar com alguma doença (física ou mental), venha a fazer uma obra na sua rua. A obra custa, sem o ato corrupto do político, R$ 100.000,00 (cem mil reais), com o ato corrupto – obra superfaturada – o custo passa de R$ 100.000,00 (cem mil reais) para R$ 100.100,00 (cem mil e cem reais).

“Mas só são R$ 100,00 reais que o político (corrupto ou “ficha suja”) pegou para ele. Isso não me fará falta, pois tenho a rua asfaltada”!

Assim poderá dirá você.

Ora, lembre-se que o político que abocanhou (improbidade administrativa) R$ 100,00 (cem reais) também obteve seu dinheiro através de seu salário. Como? Através do imposto que você paga ao comprar algo. Logo, o político “ficha suja” ganha duas vezes, e de forma desonesta.

E os R$ 100,00 (cem reais) que acha pouco irá faltar em algo importante, como educação, saneamento etc.

Do orçamento familiar ao orçamento público

Imagine-se ganhando seu salário, tudo deve ser anotado para você poder pagar suas contas, comprar medicamentos, alimentos. Deve também reservar parte de seu salário para alguma emergência. Se, por exemplo, sua casa tiver infiltração, você terá que mexer na sua reserva, pois infiltração está fora de sua administração, e é algo inesperado.

Assim como você administra o seu dinheiro, o Estado também administra o dinheiro e riquezas do Brasil. É o Orçamento Público que serve para administrar as riquezas de cada região do país, e cada região (sudeste, nordeste etc.) tem seu orçamento público. Imprevistos [como enchente] não constam no orçamento. Enchente causa estragos. Por exemplo, o município terá que tirar dinheiro de algum setor (educação, segurança pública etc.) para reparar ruas, construir contenções de encostas etc.

Quando o “ficha suja” age, ou quando político age, mas depois a Justiça descobre que lesou à pátria, e o condena como “ficha suja”, o orçamento público fica comprometido, o resultado é o que o Brasil vivencia, caos em todas as áreas. Assim, não se iluda com promessas de quem já foi “ficha suja”. Não vote, não o reeleja, seja para ser prefeito, governador, senador, presidente da República, a não ser que você gosta de viver na miséria. Enquanto os “fichas sujas” vivem como reis, você viverá como plebeu, ou escravo.

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Sobre o Autor:
Humanista que contribui para a efetiva aplicação do artigo 3°, da CF/1988; (objetivos fundamentais), do artigo 5°, da CF; (Direitos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana), do artigo 37 (princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; principalmente sobre a moralidade administrativa) da Constituição Federal de 1988; e Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana dos quais o Brasil é signatário. NÃO HÁ DIGNIDADE HUMANA NUMA NAÇÃO QUANDO A MAIORIA DO POVO NÃO TEM QUALIDADE DE VIDA SEJA POR: SALÁRIO MÍNIMO QUE NÃO ATENDE AS NECESSIDADES BÁSICAS (art. 7°, IV, da CF); ESCASSEZ OU AUSÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA (art. 144, da CF); SERVIÇOS PÚBLICOS INEFICIENTES (LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995); IMORALIDADE DOS AGENTES POLÍTICOS (LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992); DOENÇAS PROVOCADAS POR PRECARIEDADE NA INFRAESTRUTURA DE SANEAMENTO BÁSICO (LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007); OMISSÃO, NEGLIGÊNCIA DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO AO USO INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA (LEI Nº 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989); VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTARES PARA ABSOLVER AGENTE POLÍTICO CORRUPTO..