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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Enfermeira [ex-boia-fria] conta como salvou vidas de bicicleta e com maca portátil

cidadão honoríficoNascida em Goiás, a enfermeira do Hospital do Câncer de Barretos, Creuza de Moraes Saure, 50, comemora em 2014 vinte anos trabalhando na prevenção da doença em mulheres de baixa renda no estado de São Paulo. O início de suas atividades, hoje consolidada também em outros estados do Brasil, contava apenas com uma bicicleta e uma maca portátil.

"A gente queria diminuir o número de casos de câncer avançado no hospital. Um médico desenvolveu a maca, eu a coloquei na bicicleta e fui até a porta das mulheres [realizar o teste de papanicolau]", contou à Marie Claire.

De casa em casa na região periférica de Barretos (SP), Saure ia esclarecendo as dúvidas das moradoras e também dos maridos, que não entendiam bem a necessidade do exame.  "Foi um início muito trabalhoso. Já cheguei a pensar que era impossível, mas aos poucos conseguimos fazê-los entender".

DEPARTAMENTO DE PREVENÇÃO COMEÇOU APENAS COM UMA BICICLETA E UMA MACA MÓVEL (Foto: DIVULGAÇÃO)DEPARTAMENTO DE PREVENÇÃO COMEÇOU APENAS COM UMA BICICLETA E UMA MACA MÓVEL (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Saure persuadiu mais de 1700 mulheres a se submeterem ao exame, que salvou muitas vidas. A enfermeira lembrou que uma de suas pacientes cedeu somente depois de muita insistência. "Acho que aceitou para não ver mais a minha cara", disse.

Ela contou que a paulista morava em um clube da cidade, no qual o marido era responsável pela limpeza. "Fui à casa dela umas seis vezes até que fez o exame. Tinha câncer de colo de útero", afirmou. A mulher, depois de receber a notícia, fez a cirurgia para remover o tumor e ficou curada. "Hoje ela diz para mim: 'se estou aqui vendo meus netos é graças a insistência que você teve'."

Foram quatro anos carregando a maca na bicicleta para visitar parte da população de Barretos, fato que a transformou em uma das responsáveis pela criação do serviço de prevenção do hospital, um dos mais reconhecidos na área.

"Há 20 anos não tinha nada, tudo era guardado na minha casa. Hoje temos um departamento", contou.

VIDA NA ROÇA

Ex-boia-fria, a goiana começou a trabalhar aos 12 anos na roça depois do falecimento do pai. Sua mãe trabalhou por dois anos para sustentar os filhos, mas logo adoeceu. "Trabalhei na lavoura, não tinha outra opção".

Por razões familiares, ela se mudou para São Paulo e continuou com o trabalho no campo até que, aos 24 anos, surgiu a oportunidade de estudar para ser atendente de enfermagem, curso extinto pouco tempo depois.

"Não queria aquela vida para meus filhos. Comecei a estudar e fui me aprimorar", disse. Saure se formou como técnica em enfermagem aos 37 e agora, aos 50, concluiu a faculdade e se tornou enfermeira.

"Tive ajuda do hospital e hoje estou formada. Nunca é tarde para dar um passo na vida", concluiu.

No interior de SP, enfermeira e ex-boia-fria conta como salvou vidas de bicicleta e com maca portátil - Marie Claire | Mulheres do Mundo


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Humanista que contribui para a efetiva aplicação do artigo 3°, da CF/1988; (objetivos fundamentais), do artigo 5°, da CF; (Direitos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana), do artigo 37 (princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; principalmente sobre a moralidade administrativa) da Constituição Federal de 1988; e Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana dos quais o Brasil é signatário. NÃO HÁ DIGNIDADE HUMANA NUMA NAÇÃO QUANDO A MAIORIA DO POVO NÃO TEM QUALIDADE DE VIDA SEJA POR: SALÁRIO MÍNIMO QUE NÃO ATENDE AS NECESSIDADES BÁSICAS (art. 7°, IV, da CF); ESCASSEZ OU AUSÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA (art. 144, da CF); SERVIÇOS PÚBLICOS INEFICIENTES (LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995); IMORALIDADE DOS AGENTES POLÍTICOS (LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992); DOENÇAS PROVOCADAS POR PRECARIEDADE NA INFRAESTRUTURA DE SANEAMENTO BÁSICO (LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007); OMISSÃO, NEGLIGÊNCIA DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO AO USO INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA (LEI Nº 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989); VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTARES PARA ABSOLVER AGENTE POLÍTICO CORRUPTO..