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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Crivella dirige 270 km para receber apoio de Garotinho

Em meio ao esforço para superar o governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão, candidato à reeleição pelo PMDB, o senador Marcelo Crivella (PRB) dirigiu o próprio carro até Campos dos Goytacazes (Norte Fluminense, a 270 km da capital), para receber o apoio do terceiro colocado nas eleições, o deputado federal Anthony Garotinho (PR).

O senador classificou a aliança com Garotinho, que teve 42 mil votos a menos que Crivella, como decisiva para sua campanha. Ele comparou a atuação do PMDB no Estado do Rio a uma "metástase".

"O apoio de Garotinho é decisivo. Não poderia ganhar eleição se estivesse sozinho. Essa eleição será vitória de uma frente que vai derrotar uma força política que está disseminada no Estado. É quase uma metástase, desculpe fazer essa figura, em todos os setores. Seja a indústria do aço, naval, automobilística, nos negócios do Estado. Hoje não se faz nada no Estado sem consultar um líder, um cacique, um apadrinhado do PMDB. Isso não é bom para nós, para o futuro dos nossos jovens, para o futuro da nossa terra. Todo estado tem alternância", afirmou Crivella.

Crivella chegou à casa de Garotinho, no bairro da Lapa, pouco antes das 9h, acompanhado apenas de um assessor. Participaram do encontro a mulher de Garotinho, a ex-governadora Rosinha, prefeita de Campos, e a filha do casal, Clarissa Garotinho, eleita deputada federal com a segunda maior votação do Estado.

"Só fiz um pedido a ele: para livrar o Rio desse grupo que fez tanto mal. Só", afirmou Garotinho.

Crivella acrescentou: "E eu estou atendendo com muito bom gosto". O senador afirmou que não foram discutidos cargos que quadros do PR ocupariam num eventual governo, mas ressaltou que "as indicações são naturais".

"Discutimos a necessidade de derrotar o grupo político do PMDB do Rio de Janeiro, liderado por (Sérgio) Cabral (ex-governador) e Pezão, que trouxe o Estado à falência financeira e moral. E a candidatura que pode fazer isso nesse momento, que foi colocada pelo povo no segundo turno, é do senador Marcelo Crivella, e todas as pessoas de bem devem se unir a ela", afirmou Garotinho.

Ele disse que recebeu recados do senador Francisco Dornelles (PP), candidato a vice de Pezão, pedindo para que ficasse "neutro". "Eu disse que isso era inadmissível. Essa é uma posição covarde. Na vida, sempre tivemos lado. E o nosso lado é contra esse governo", afirmou Garotinho.

Além do PR, Crivella informou que já fechou acordo com o PT, depois de conversar com o senador Lindbergh Farias, quarto lugar na disputa no Rio, e o presidente do partido, Washington Quaquá, prefeito de Maricá. O PT deve formalizar a aliança nesta quarta-feira, 8.

Crivella contou ter conversado também com lideranças do PSOL. Entre elas, o professor Tarcísio Motta, que teve 8,95% dos votos para governador do Rio, os deputados federais Chico Alencar e Jean Wyllis e o deputado estadual Marcelo Freixo.

"O PSOL é um pouco mais demorado, são muitas tendências, como dizem", afirmou Crivella, que espera que o apoio seja anunciado até sexta-feira. Ele também aguarda a participação de Marina Silva (PSB), candidata derrotada na disputa pela Presidência da República, na campanha. O vereador Jefferson Moura, que trabalhou pela fundação da Rede Sustentabilidade, é o interlocutor.

Tanto Crivella quanto Garotinho reafirmaram o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), com quem já estavam fechados no primeiro turno. "Diferentemente do Pezão, que vai se dividir entre o Aécio e a Dilma - 90% Aécio, 10 % Dilma -, nós somos 100% Dilma. Desde o começo participamos do governo, ajudamos a elegê-la e vamos ajudar a reelegê-la", afirmou Crivella.

Garotinho continua demonstrando o mesmo ar de abatimento que tinha no domingo, ao votar. Ao posar para fotos ao lado de Crivella, no entanto, ele fez o V de vitória, gesto que havia se recusado a fazer na urna eletrônica, ao digitar seu voto.

"Fiquei de 2002 a 2010 sem disputar nenhuma eleição. Em 2002 disputei eleição de presidente. Em 2010 disputei eleição para deputado federal e fiz 700 mil votos. Nesse tempo eu trabalhei em rádio. Vou voltar a trabalhar em rádio. É a minha profissão. Tenho carteira de trabalho assinada desde os 18 anos", disse o deputado federal, ao ser perguntado sobre seu futuro político.

Crivella e Garotinho

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Sobre o Autor:
Humanista que contribui para a efetiva aplicação do artigo 3°, da CF/1988; (objetivos fundamentais), do artigo 5°, da CF; (Direitos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana), do artigo 37 (princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; principalmente sobre a moralidade administrativa) da Constituição Federal de 1988; e Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana dos quais o Brasil é signatário. NÃO HÁ DIGNIDADE HUMANA NUMA NAÇÃO QUANDO A MAIORIA DO POVO NÃO TEM QUALIDADE DE VIDA SEJA POR: SALÁRIO MÍNIMO QUE NÃO ATENDE AS NECESSIDADES BÁSICAS (art. 7°, IV, da CF); ESCASSEZ OU AUSÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA (art. 144, da CF); SERVIÇOS PÚBLICOS INEFICIENTES (LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995); IMORALIDADE DOS AGENTES POLÍTICOS (LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992); DOENÇAS PROVOCADAS POR PRECARIEDADE NA INFRAESTRUTURA DE SANEAMENTO BÁSICO (LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007); OMISSÃO, NEGLIGÊNCIA DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO AO USO INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA (LEI Nº 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989); VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTARES PARA ABSOLVER AGENTE POLÍTICO CORRUPTO..