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sábado, 3 de janeiro de 2015

Bolsonaro, mensalão do PT e direitos humanos. Juntando tudo, o que sobra?

Brasil Progresso – 2014 já foi, com inúmeros acontecimentos vergonhosos para os cidadãos honestos, aos desonestos, apenas o ouvir de “corrupto”.

2014 foi um ano infernal na política brasileira, e para os brasileiros proletariados. Os preços dos alimentos dispararam o que forçou o antigo hábito de anotar em folhinha de papel para comprar o que realmente é necessário – antes, os brasileiros compravam sem olhar a lista de compras, e mesmo que tivesse dava-se ao prazer de comprar, sem se preocupar com a conta no final do mês.

Bolsonaro, eis o personagem que vem sendo celebridade na mídia  – amado por uns, odiado por outros – e não perde sua postura de falar na cara o que pensa. Para alguns defensores dos direitos humanos, o deputado é um verme pós-ditadura, que ainda insiste em se manter vivo e presente na política brasileira. Para outros, que estão cansados de tanta maracutaia do PT, o deputado é a última linha de resistência ao comunismo no Brasil. O jornalista Olavo de Carvalho, de extrema direita, não faz por menos em sua análise Deformidades Mentais [comunista].

O que é de se estranhar, com tudo o que vem acontecendo é o fato de que a cassação tem sido usada para mostrar que os parlamentares defendem os interesses do povo, afinal a Constituição atual é promulgada. Todavia, à postura de “pelo povo” não parece merecedora de credibilidade total. Por quê? Simples, antes das manifestações de junho de 2013 muitos salafrários parlamentares se livraram da cassação graças ao protecionismo esdrúxulo de seus partidos e de alianças políticas “irmãos metralhas”.

Com os movimentos populares em frente ao Palácio de Versalhes (Congresso Nacional), os “defensores” do povo tiveram a percepção de suas cabeças rolando ao cair da lâmina da guilhotina revolucionária – historicamente, quando o povo se rebela contra o Estado [ tirano], por mais bem armado que se encontra, não sobrevive. De lá, para cá, o protecionismo nefasto de partidos políticos, aos parlamentares imorais, não prevaleceu mais, porque o voto, para a cassação de mandato, não foi mais secreto.

Do “secreto” para o “transparente”, os defensores do povo usaram uma antiga tática de persuasão de massa: “’Nós’ estamos fazendo pelo povo, pois ‘nós’ somos o povo”. A palavra “nós” é muito usada em técnicas de oratória, quando se quer cativar e conquistar o público. E por que não pensaram no povo e acabaram, antes das manifestações de junho de 2013, com o voto secreto? Simples, interesses escusos contrários ao Estado democrático de direito.

Pois bem, o voto secreto acabou, mas não as negociatas. A cassação do mandato de André Vargas quase não aconteceu, porque a cúpula da Câmara, intencionalmente, queria livrar André da cassação. Interesses mesquinhos ainda continuam, e não se pode deixar que em 2015 o poder do povo (art. 1º, parágrafo único, da CF/1988) esmoreça.

Sou defensor dos direitos humanos, mas não os “direitos humanos” que se instalou no Brasil. Os privilégios aos soberanos parlamentares demonstram, claramente, que direitos humanos são para quem detém, realmente, o poder. O teto máximo do funcionalismo público é uma afronta aos mesmos direitos humanos dos proletariados (art. 4º, IV, da CF/1988). E o que dizer dos supersalários de muitos agentes públicos? Isso não é direito humano, não o Princípio da Isonomia no Brasil.

E não podemos esquecer que o desejo dos agentes públicos refletem os desejos do povo, porque a CF/1988 é promulgada. Sim, caro leitor, o teto máximo do funcionalismo público representa a vontade do povo, quer dizer, a minha vontade, a sua vontade, de que eles, nossos representantes, embasados nos direitos humanos, não ganhem a mesma quantia que nós, proletariados, ganhamos. Certo? Se assim não fosse, nós, enquanto detentores de poder, não permitiríamos os que eles [agentes] ganham.

Que fique claro, de uma vez, a Constituição atual é promulgada. Tudo que os agentes políticos fazem “representam” a vontade do povo (quem não é agente político). Se eles, os agentes públicos, em geral, ganham salários aquém do salário dos proletariados, nada mais é do que o “desejo” do povo, isto é, você [capacidade eleitoral ativa] elegeu e consentiu que os agentes públicos ganhem mais que você.

Quando há uma lei, nada mais é que o desejo do povo. Como assim? Simples, os agentes políticos são representantes do povo, e o que eles fazem – criações de leis, aumentos de seus salários (subsídios), criações de vantagens etc. – é justificável pelo consentimento do povo [capacidade eleitoral ativa: quem vota na urna eletrônica].

Se você não gosta de política, não se preocupe, depois, e não reclame, quando achar que você está trabalhando demais para sustentar as mordomias dos agentes públicos, principalmente os políticos.

Terminando; nós, enquanto povo, não podemos esmorecer diante das dificuldades impostas, maquiavelicamente, pelos agentes públicos. Por que digo agentes públicos, e não, somente, em agente político? Quando algum cidadão, que não é agente público, precisa do Estado, pois o ele é democrático, as dificuldades são imensas, desde aquisições de certidões, defesa do consumidor, reclamações contra abuso de autoridade etc.

A criminalidade aumenta, e o Estado se mostra, pela incompetência dos agentes públicos, como ineficiente em suas ações. O Estado desarmou o cidadão idôneo, mas não desarmou os traficantes. O Estado vem dando mais notoriedade aos criminosos mortos em vez dos policiais que morrem em serviço. O Estado vem concedendo benefícios aos presidiários – muito louvável aos direitos humanos –, entretanto sem criar mecanismos reais de ressocialização, ou seja, o simples bom comportamento enseja direitos [indultos]. O Estado também, em sua insana atitude, não mede consequências futuras quanto à poluição atmosférica, porque incentivou o consumo de automotores particulares – além disso, o estresse nas vias públicas, pelo aumento de automotores particulares, causa, mais ainda, prejuízos econômicos, pois, mais pessoas doentes, o SUS terá que criar mecanismos para tratar destes doentes.

Enfim, o Estado age, mas pelas ações dos agentes públicos. O Estado é digno de defensores de direitos humanos, pois se encontra em mãos tiranas. E não é dizer que a culpa é do PT – se analisarmos a promulgação da CF/1988 até 2015. Se abordarmos somente as últimas décadas, em que o PT governa, sim, a culpa recai sobre ele. Todavia, nós brasileiros, libertos, pela CF/1988 democrática, não nos iludimos, por interesses políticos, cujos interesses visam aos partidos políticos, e não aos interesses reais do povo.

Não podemos, também, dizer que PSDB ou PT, ou qualquer outro partido político, são os “salvadores” dos párias. Não. O salvador dos párias é a nossa Constituição Cidadã promulgada pelo desejo de brasileiros que se inundaram - conhecedores, ou não, dos direitos humanos - pelo amor, porque amor é a essência dos direitos humanos. Cada governista, diante da CF/1988 apenas faz o que a Constituição determina – seria muito diferente se, por exemplo, a Constituição fosse de 1824, e algum governista quisesse invocar os direitos humanos dos párias, das mulheres, dos negros. O povo tem que parar de idolatrar pessoas que estão representando o poder do povo, pois elas [agentes políticos] fazem o que o povo soberano manda, determina e quer. Enquanto houver a ideia de que há salvador, a política brasileira continuará na ideia de poder só para alguns, que se encontram no poder. O que á falácia, pois o poder atual [CF/1988] é de todos os cidadãos, indiferentemente, se negro, pardo, branco, mameluco, se gordo, magro, baixo ou alto, se homoafetivo ou não, se pertencente a que tipo de partido político, se agente público ou não.

Todos são detentores de poderes, que devem visar sempre à civilidade nas relações humanas. Quando houver a mentalidade de civilidade ou direitos humanos, nenhuma patente, posto, tipo de trabalho, posição socioeconômica serão vistas pelo prisma da intolerância, da discriminação, do preconceito.

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Sobre o Autor:
Humanista que contribui para a efetiva aplicação do artigo 3°, da CF/1988; (objetivos fundamentais), do artigo 5°, da CF; (Direitos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana), do artigo 37 (princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; principalmente sobre a moralidade administrativa) da Constituição Federal de 1988; e Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana dos quais o Brasil é signatário. NÃO HÁ DIGNIDADE HUMANA NUMA NAÇÃO QUANDO A MAIORIA DO POVO NÃO TEM QUALIDADE DE VIDA SEJA POR: SALÁRIO MÍNIMO QUE NÃO ATENDE AS NECESSIDADES BÁSICAS (art. 7°, IV, da CF); ESCASSEZ OU AUSÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA (art. 144, da CF); SERVIÇOS PÚBLICOS INEFICIENTES (LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995); IMORALIDADE DOS AGENTES POLÍTICOS (LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992); DOENÇAS PROVOCADAS POR PRECARIEDADE NA INFRAESTRUTURA DE SANEAMENTO BÁSICO (LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007); OMISSÃO, NEGLIGÊNCIA DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO AO USO INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA (LEI Nº 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989); VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTARES PARA ABSOLVER AGENTE POLÍTICO CORRUPTO..