Nossos livros digitais: Direito do consumidor, sociologia, política etc. Amazon [clique aqui para acessar], um dos sites mais conceituados em livros digitais. Os livros são de minha autoria.


POLÍCIA FEDERAL: SAIBA COMO DENUNCIAR. ACESSE AQUI.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Democracia não consolidada. O endeusamento de presidente

Resumo: o Artigo não é de "direita", "esquerda", centralizada" ou "meio campo". Trata-se de observação diante dos endeusamentos de presidentes em democracias não consolidadas, dos quais o povo parece mero fantoche.

Em vários blogs e sites, comum pelas concepções teóricas, de cada grupo humano, à defesa das ideologias aos “salvadores” do povo. No caso do Brasil, vários “salvadores” assumiram a presidência, desde a Constituição de 1891. Os estandartes foram levantados, nomes esculpidos em pedras, bustos colocados nas praças públicas; enfim, tudo o que se possa imaginar para homenagear o “salvador”.

Em períodos ditadores, o “salvador” - ainda que ditador - consegue ser carismático para alguns cidadãos, que se acham injustiçados por outros cidadãos. O ditador, então, soa como defensor dos fracos e oprimidos. Se a economia vai mal, se a elite domina, o “salvador” consegue trazer paz, harmonia, mesmo que seja pela força.

Mas há algo comum entre ditador e salvador: desunião. Ao defender os fracos e oprimidos conclama o fervor do sangue, a adrenalina que verte nas veias. Na “defesa” dos oprimidos e fracos, a discórdia se acentua. De um lado, os fracos e oprimidos, de outro, os malvados elitizados. Nos discursos “Viva o povo!”, o nobre “salvador” se esquece de que todos os seres de um território representa o povo. Nascem, então, a discórdia, as perseguições, de todos os tipos.

A bestialidade humana toma ares de “justiça”, pela injustiça que é cometida. Calabouços, troncos, correntes, mordaças, mutilações e partidos políticos. Na democracia não consolidada, os integrantes dos partidos se esquecem de que os interesses devem ser universalistas. Grandes ditadores defenderam o nacionalismo, o povo [fracos e oprimidos], as perseguições aos elitizados. Porém deixaram marcas de destruição, discórdias, distanciamento entre os cidadãos.

Mas houve grandes homens que não foram idealizadores separatistas, como Nelson Mandela, Gandhi. As lutas deles eram para unificar, universalizar direitos, independentemente de cor, estratificação social, partido político. As conquistas deveriam ser feitas ensejando união, e não mais separação.

Alguns artigos exaltam o ex-presidente Lula, ou Lula Beleza, para os íntimos, por ser nordestino. Ora, o Brasil já teve vários presidentes nordestinos:

• Floriano Vieira Peixoto, Marechal [Maceió - AL]

• Manoel Deodoro da Fonseca, Marechal [Alagoas]

• João Fernandes Campos Café Filho [Natal-RN, em 03.02.1899]

• Itamar Franco [Salvador-BA; Tipo de eleição: direta sendo disputada em 2 turnos].

Outro ponto em discussão é quanto ao “defensor do povo”. Ora, Getúlio Vargas [período de governo: 03.11.1930 a 20.07.1934] foi um dos mais populistas da história do Brasil. No seu primeiro governo criou os direitos dos trabalhadores, que é um direito social [Estado social]. De sua morte trágica, centenas de milhares de brasileiros endeusaram Getúlio - até hoje Getúlio é considerado o “Pai dos pobres”.

Através de Vargas, que foram criadas a Eletrobras, Petrobras, Vale do Rio Doce e outras estatais. Outros feitos de Vargas: o ensino primário (fundamental) obrigatório; as leis trabalhistas; o salário mínimo; o voto feminino.

Se verificarmos, por exemplo, a história brasileira, desde a primeira Constituição, direitos sociais existiram, em outros momentos foram revogados. No contexto brasileiro, a universalização é incompreensível aos brasileiros, que mal conhecem os seus direitos humanos. O discurso enfadonho de “salvador” já fora usado por muitos presidentes brasileiros. O único salvador do povo é ele mesmo, pois, numa democracia, não se comporta a chancela de “salvador” como um único ser capacitado, endeusado para ajudar a todos. O messianismo é típico de país cuja democracia engatinha, como criança, para sua consolidação.

Nos discursos “proféticos” de “salvador” resta à certeza de que o país ainda não é democrático, pois esta é universalização, harmonia entre os cidadãos de um país.

This work is licensed under a Creative Commons Attribution Non-commercial No Derivatives license.Cópia e distribuição. Permissões, além do escopo desta licença Creative Commods 3.0, podem estar disponíveis em: http://www.transitoescola.net A cópia é permitida, desde de que cite este site / blog (colocar URL), A não ser de fontes replicadas, que podem ser modificadas, comercializadas, de acordo com suas respectivas licenças.

Imprima ou salve em PDF

Sobre o Autor:
Humanista que contribui para a efetiva aplicação do artigo 3°, da CF/1988; (objetivos fundamentais), do artigo 5°, da CF; (Direitos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana), do artigo 37 (princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; principalmente sobre a moralidade administrativa) da Constituição Federal de 1988; e Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana dos quais o Brasil é signatário. NÃO HÁ DIGNIDADE HUMANA NUMA NAÇÃO QUANDO A MAIORIA DO POVO NÃO TEM QUALIDADE DE VIDA SEJA POR: SALÁRIO MÍNIMO QUE NÃO ATENDE AS NECESSIDADES BÁSICAS (art. 7°, IV, da CF); ESCASSEZ OU AUSÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA (art. 144, da CF); SERVIÇOS PÚBLICOS INEFICIENTES (LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995); IMORALIDADE DOS AGENTES POLÍTICOS (LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992); DOENÇAS PROVOCADAS POR PRECARIEDADE NA INFRAESTRUTURA DE SANEAMENTO BÁSICO (LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007); OMISSÃO, NEGLIGÊNCIA DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO AO USO INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA (LEI Nº 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989); VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTARES PARA ABSOLVER AGENTE POLÍTICO CORRUPTO..