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terça-feira, 22 de setembro de 2015

Ex-tesoureiro do PT e deputado federal João Castelo (PSDB-MA): condenados

"Cuidado com o líder que rufa os tambores da guerra para urgir os cidadãos em fervor patriótico, pois o patriotismo é realmente uma espada de dois gumes. Ele tanto encoraja o sangue, como também encolhe a mente. E quando os tambores da guerra alcançam uma tensão e o sangue ferve com ódio e a mente se fecha o líder não terá necessidade de assumir as obrigações de cidadão, que infundidos com medo e cegados pelo patriotismo, oferecerão todos os seus direitos para o líder com satisfação. Como vou saber? Por isso, já basta. E eu sou Júlio César." (Júlio César - Imperador romano)

Na disputa pela imagem imaculada, o PT e o PSDB se digladiam. Juntando tudo, o que há de bom?

O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto foi sentenciado a 15 anos de prisão por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Na esteira da tentativa de destruição do Estado Democrático de Direito, o deputado federal João Castelo (PSDB-MA) foi sentenciado a devolver R$ 115,1 milhões aos cofres públicos e, ainda, pagar multa de R$ 38,3 milhões.

 

Já me perguntaram de que lado estou: direita ou esquerda? Também me perguntaram se sou um camaleão político. Nenhum deles. Sou a favor dos princípios norteadores de nossa Constituição, a qual condensou as essências de milhões de brasileiros, essência essa que é igualdade, honestidade, desenvolvimento econômico sustentável, ou seja, as virtudes humanas.

Sendo filho de português, me perguntava sobre o dito popular de que todos os portugueses são preconceituosos. Ora, minha madrinha, que Deus a tenha, era negra como pérola negra; o que causava-me espanto sobre o que eu ouvia quando criança, e até a adolescência, sobre os negros.

Como eu, muitos, de minha geração, foram doutrinados a odiar os negros, a não discordar de nenhum valor social, por mais absurdo que parecesse, pois existia exacerbadamente - nasci em 1968 - o controle a liberdade de expressão e de pensamento, como forma de doutrinação, lavagem cerebral; além disso, existia a forte concepção religiosa, de que tudo era pecado, e nada perdoado - muito diferente do Brasil contemporâneo, o qual prevalece os Direitos Humanos, e não concepções teóricas discriminatórias.

Cresci, assim como muitos de minha geração, a também a odiar os gays, por serem "pessoas destruidoras da estrutura familiar". Presenciei um xará, irmão de um amigo, a apanhar de cinto por que era "diferente". Ao pai, um vergonha nacional. E o xará apanhava todos os dias, até que fugiu de casa.

Presenciei também policial dando tapa na cara de um adolescente - deveria ter 13 anos de idade na época -, por roubar. Ao redor, uma plateia a pedir condenação, e seja lá o que mais pudesse fazer.

Presenciei lojistas, de classe média, sendo coagidos por servidores públicos, para que aqueles não tivessem seus estabelecimentos comerciais fechados ou multados. A irregularidade, há 20 anos, era devido aos altos e variados encargos do Estado aos comerciantes, a consequência era a sonegação, as irregularidades.

Presenciei, aos 22 anos de idade, um homem sendo linchado por roubar uma idosa. O que me chamou atenção foi a catarse generalizada de quem ali passava, obtinha informação dava tapa no ladrão.

"Eu fui roubado outro dia...!", balbuciou um dos linchadores.

Presenciei amigos negros vivendo perto de valas abertas cujos dejetos humanos escorriam pela rua. Sendo eu da antiga classe média - temos a Nova Classe Média -, tal cena me chocou.

Presenciei a doutrinação militar, já que estudei em escola pública. Moral e Cívica, não tenho que reclamar muito, e acho que deveria retornar, contudo, o que acho - pelo meu atual conhecimento, graças a liberdade de expressão, o que leva a liberdade de conhecimento - péssimo foi a doutrinação de respeito, incondicional, aos valores sociopolíticos: excludente e ponta de faca a quem discordasse, publicamente.

Presenciei professores chamarem os alunos de burros por não entenderem, prontamente, os que diziam nas salas de aulas. O infeliz do "burro" era ridicularizado na frente de outros alunos, e a "autoridade" do professor deveria ser acatada como um verdadeiro mando de Deus na Terra.

Presenciei, com alegria, mas assustado, por não ver muito, homem e mulher, de etnias diferentes [branco e negra] de mãos dados pelas ruas. E escutei muitas pilhérias sobre o modismo destruir dos valores sagrado familiar.

Presenciei, também, na própria carne, a gordofobia, já que eu era obeso até a adolescência.

Presenciei, na carne, o narcisismo de pessoas "normais", já que, até a adolescência, eu tinha dificuldades, imensas, para falar, escrever, e entender o que os professores diziam. Só melhorei depois de tratamento com Comital-L e com Terapia da Palavra [Fonoaudiologia]. Graças ao carinho de meus pais e aos tratamentos pude estudar, viver como uma pessoa "normal" - já que "normal" é um conceito puramente, ao meu ver, eugenista.

Pois bem, aqui, eternizado na web - uma maravilhosa ferramenta de conhecimento, graças a liberdade de expressão, - ecoará meu testemunho de uma geração moldada, por gerações pretéritas, por concepções teóricas discriminatórias, narcisistas. Mas graças aos meus pais, seres humanos imperfeito, tive o mínimo de lucidez diante do Véu de Ísis coletivo. E meu pai, bacharel em direito, sempre me incentivou a ler, pesquisar. Quanto a minha mãe, mais coração do que intelectualidade. Eis os complementos que me formaram em um corpo e mente.

Graças aos incentivos à leitura - meu pai pegava livros usados com amigos e trazia para casa - interessei em ler. Graças, também, as coleções da Ediouro, as quais continham textos os quais não eram acessíveis a maioria do povo brasileiro, pude me dissociar do inconsciente coletivo doutrinado [década de 1980]. Assuntos sobre pedofilia, liberdade dos gays etc. Os quais estavam em voga fora do Brasil, e das lutas sociais, me deram a dimensão de um novo mundo.

 

Enquanto no Brasil as discussões, mídia e sociedade, se baseavam na proteção dos costumes sagrados: família de Deus, política nacionalista, defesa contra os importunos desajustados [mendigos, negros, nordestinos, prostitutas, drogados]. Mas a mesma sociedade "imaculada" protegia sob o manto das neuroses humanas.

E aqui, neste parágrafo, deixo claro, por vivência, que nosso país só se tornará universalista [Direitos Humanos] quando as anacrônicas concepções teóricas do passado não mais vibrarem nas membranas timpânicas, quando não mais se incrustem nas sinapses neurais. E para isso acontecer é necessário pessoas, livres de preconceitos medonhos, engajadas na defesa e implementação dos Direitos Humanos. Não podemos mais endeusar pessoas e partidos, porque são formados por seres humanos, e não deuses, os quais erram, pois é a essência humana. Todavia, errar e persistir pode ser conduta sádica.

O que temos em nosso país é uma guerra entre partidos e seus interesses, não os reais interesses do povo [párias e Estado social]. Se analisarmos os candidatos que ingressaram nos cargos públicos políticos e suas fortunas, antes e depois, eles foram os únicos beneficiados à ascensão socioeconômica, enquanto os párias, apesar da diminuta ascensão, ainda convivem com esgoto a céu aberto, falta de água potável, escassez de alimentos, sistema de saúde pior que na época Medieval, ou subjugados pelos planos particulares.

E em momento de fervor ao nacionalismo, não se pode descuidar da vigilância às reais intenções dos partidos políticos, dos candidatos, das classes sociais. Por que os motivos podem ser muitíssimos diferente do espírito de nossa Constituição: liberdade, igualdade e fraternidade.


Referências:

Deputado Tucano é condenado a devolver 115,1 milhões aos cofres públicos no Maranhão. Fonte: portalmetrópole

Ex-tesoureiro do PT é condenado a 15 anos de prisão. Fonte: exame

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Sobre o Autor:
Humanista que contribui para a efetiva aplicação do artigo 3°, da CF/1988; (objetivos fundamentais), do artigo 5°, da CF; (Direitos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana), do artigo 37 (princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; principalmente sobre a moralidade administrativa) da Constituição Federal de 1988; e Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana dos quais o Brasil é signatário. NÃO HÁ DIGNIDADE HUMANA NUMA NAÇÃO QUANDO A MAIORIA DO POVO NÃO TEM QUALIDADE DE VIDA SEJA POR: SALÁRIO MÍNIMO QUE NÃO ATENDE AS NECESSIDADES BÁSICAS (art. 7°, IV, da CF); ESCASSEZ OU AUSÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA (art. 144, da CF); SERVIÇOS PÚBLICOS INEFICIENTES (LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995); IMORALIDADE DOS AGENTES POLÍTICOS (LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992); DOENÇAS PROVOCADAS POR PRECARIEDADE NA INFRAESTRUTURA DE SANEAMENTO BÁSICO (LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007); OMISSÃO, NEGLIGÊNCIA DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO AO USO INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA (LEI Nº 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989); VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTARES PARA ABSOLVER AGENTE POLÍTICO CORRUPTO..