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sábado, 19 de setembro de 2015

Pastoral Carcerária Nacional lança minidocumentário sobre tortura em prisões do Brasil

Prisão no Brasil serviu, e ainda serve, para os indesejáveis indivíduos que perturbam a paz social. Paz essa, que foi construída por uma parcela brasileira, a qual tomou todo o vigor físico dos párias para viver como reis e rainhas.

A construção de tudo que se tem em nosso país se deve ao trabalho escravo. Não apenas através das corretes, mas de limitações políticas a ascensão socioeconômica. Não se trata de desabafo, revolta, engodo, mas de realidade de nossa cultura.

Desde o momento em que se institucionalizou o Estado social em nosso país, os barões e baronesas se sentiram ameaçados pela tentativa comunista de instalar o caos na sociedade brasileira.

Justificável a mentalidade de comunista, já que fomos influenciados por políticas norte-americanas, inglesas - Deus salve a Rainha, que nos mandou seus torturadores a ensinar aos militares brasileiro como se deve agir em caso de subversão das massas.

O que em assusta é ver comentários sem quaisquer bases históricas, mas apenas a revolta secular darwinista [social], o apelo enlouquecedor de que os comunistas querem tomar conta do Brasil.

Ora, Maria da Penha, a que deu ensejo a Lei Maria da Penha, não teve dúvida de que a sociedade capitalista humanitária brasileira jamais a acolheria em seus prantos e dores. Foi preciso buscar socorro na OEA.

Mesmo diante das prisões dos mensaleiros - crime de colarinho branco -, os párias [descendentes de escravos] não possuem as mesmas garantias constitucionais que os deuses do colarinho branco.

Recentemente [fevereiro de 2015], o CNJ lançou o projeto Audiência de Custódia onde o cidadão terá seu pleno direito de ser logo levado ao juiz para averiguação do caso. Alguns acham que tal medida apenas causará maiores transtornos à sociedade, já que - pela visão ao Direito Penal do inimigo, o inimigo [negro] sempre será um inimigo. No Rio de Janeiro, um adolescente fora beneficiado pela Audiência de Custódia. Como não tinha antecedentes, apesar de ter furtado uma bicicleta, não precisou ser "preso".

Escutei que o sistema de "perdoa bandido" - Custódia - não tardará em causar mais transtornos em nossa sociedade, já que há mais do que uma sensação de impunidade, mas permissividade do Estado com o ato infracional ou criminoso. Afinal, cadeia mantém o sujeito perverso longe da sociedade "fidedigna" ao contrato social.

Por outro lado, há os que dizem que a Audiência de Custódia pode gerar uma insegurança nacional, porque, da avaliação rápida do juiz, elementos importantes poderão passar desapercebidos, ou seja, um juízo de valor com base exclusivamente nos elementos colhidos precariamente.

Não obstante, existe uma verdade em nosso país: história. O Brasil colhe, sob dores e lágrimas, uma história de soberba, sadismo, sectarismo, os quais materializaram as desgraças contemporâneas.

Existe uma tortura contemporânea, de uma lado, o medo dos ladrões de ruas, de outro, o medo dos ladrões lobistas e políticos. O caos é intenso, contudo, os ímprobos lobistas e políticos, assim como o bacana artista, empresário e político, que matam, sob efeito de álcool, no trânsito, não são considerados crimes em potenciais, ou seja, que geram destruição da democracia, da civilidade em nosso país.

Na projeção acusatória, de uma personalidade perturbada e conflitiva, entre o contrato social humanitário e a realidade da banalidade da violência, resta ao acusador lançar seu tormento [catarse] sobre o infeliz cidadão que cometa algum deslize. Em tempos de neorrevolução "francesa" em terra tupiniquim, os vários jacobinos brasileiros invocam a Pena Capital aos que se atrevem, à luz da sociedade, a perturbar o contrato social.

Tortura e Encarceramento em Massa no Brasil 2015 - YouTube

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Sobre o Autor:
Humanista que contribui para a efetiva aplicação do artigo 3°, da CF/1988; (objetivos fundamentais), do artigo 5°, da CF; (Direitos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana), do artigo 37 (princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; principalmente sobre a moralidade administrativa) da Constituição Federal de 1988; e Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana dos quais o Brasil é signatário. NÃO HÁ DIGNIDADE HUMANA NUMA NAÇÃO QUANDO A MAIORIA DO POVO NÃO TEM QUALIDADE DE VIDA SEJA POR: SALÁRIO MÍNIMO QUE NÃO ATENDE AS NECESSIDADES BÁSICAS (art. 7°, IV, da CF); ESCASSEZ OU AUSÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA (art. 144, da CF); SERVIÇOS PÚBLICOS INEFICIENTES (LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995); IMORALIDADE DOS AGENTES POLÍTICOS (LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992); DOENÇAS PROVOCADAS POR PRECARIEDADE NA INFRAESTRUTURA DE SANEAMENTO BÁSICO (LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007); OMISSÃO, NEGLIGÊNCIA DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO AO USO INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA (LEI Nº 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989); VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTARES PARA ABSOLVER AGENTE POLÍTICO CORRUPTO..