Nossos livros digitais: Direito do consumidor, sociologia, política etc. Amazon [clique aqui para acessar], um dos sites mais conceituados em livros digitais. Os livros são de minha autoria.


POLÍCIA FEDERAL: SAIBA COMO DENUNCIAR. ACESSE AQUI.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Delcídio do Amaral Gómez : o Brasil jamais será o mesmo?

O foco midiático antropofágico dos "PTralhas" e "coxinhas", ao que parece, não terá mais força de persuasão para tirar o foco do problema gravíssima secular: o fisiologismo interno e externo aos partidos, e de partidos com empresários. Como sempre disse, na maioria de meus artigos, o buraco infernal é mais fundo do que se imagina. Desde que a esquerda assumiu a cadeira da Presidência da República, com os ex-presidente da República, o senhor [idade] Luiz Inácio Lula da Silva, a direita, que, por séculos, nada fez de concreto para diminuir as desigualdades sociais e combater, eficientemente, a corrupção do fisiologismo público e privado, sentiu como João Sem Terra. A esquerda, então, no leme do país, e dando continuidade aos programas sociais, os quais foram criados na gestão do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, mas a esquerda também criou outros programas sociais, parecia que retiraria o Brasil da miséria secular e da Arquitetura da Discriminação [elite versus pária].

No leme do país, mas tendo a esquerda de negociar com a oposição [direita e outros partidos de esquerda, porém, principalmente com a direita], no Congresso Nacional, o que é normal desde a primeira Constituição democrática, a de 1891, o Brasil parecia que seria o farol do planeta, na solidariedade, na economia [emergente], no combate à corrupção. Enfim, um Brasil jamais visto pelos brasileiros e pelos estrangeiros. Destarte, o que pareceria ser uma virada histórica foi, tristemente, uma das maiores fisiologia antropofágica, a carne é o rebanho chamado povo] da história brasileira. Maiores, pois, antes da Carta Política de 1988, a imprensa não era totalmente livre, e a maioria defendia a direita. Graças a CF/88 e a liberdade de expressão, assegurada por força dos vigilantes dos direitos humanos à liberdade de expressão, os conluios não seriam mais possíveis. A mídia marrom, com certeza, sentiu a força dos defensores da liberdade de expressão, internacionalmente. As inúmeras advertências e condenações da Corte Interamericana de Direitos Humanos [Corte-IDH] mexe com os indolentes parlamentares, os quais, a maioria, queria perpetuar a mordaça à liberdade de expressão — e, assim, continuar na promiscuidade do fisiologismo "toma lá dá ca" entre o público e o privado.

Delcídio do Amaral, a bomba atômica

Aécio Neves, Renan Calheiros, Eduardo Cunha, José Sarney, Michel Temer, Luiz Inácio Lula da Silva, Aloizio Mercadante, Antonio Palocci, Erenice Guerra, Fernando Henrique Cardoso. A metralhadora voraz foi acionada por Delcídio, ninguém foi polpado.

O que muda com a delação premiada de Delcídio?

Se houver sensatez para unir o Brasil contra qualquer ato criminoso — diluição ou exterminação com o Estado Democrático de Direito —, manifestações pró-direita e pró-esquerda, à qualquer partido político, não serão mais concretizadas. Por exemplo, nas manifestações de junho de 2013, a qual acho a mais legítima de todas as manifestações, na vigência da CF/88, os manifestantes impediram que partidos políticos ingressassem; as palavras de pró-esquerda e pró-direita também não tiveram vez. Numa uníssona voz, o sentimento patriota de Ordem e Progresso se igualou às manifestações das "Direitas Já!", sem sombra de dúvida. Com o decorrer da Operação Lava Jata, os cidadãos pró-direita, agiram para condenar a esquerda — seja pela corrupção ou porque a esquerda era simplesmente esquerda — por tudo de mal que havia, e estava acontecendo, no país. O Mensalão serviu como couvert para o fisiologismo da direita. A Lava Jato, então representou o filé mignon pró-direita contra a esquerda criminosa.
Ao decorrer das etapas da Lava Jato, o quadro caótico brasileiro começou a se desdobrar. Até então, a direita era uma virgem imaculada que pregava Ordem e Progresso. A delação de Delcídio caiu como uma ogiva nuclear no cenário político e das ideologias da Guerra Fria tupiniquim: direita versus esquerda. A delação premiada não é condenação fática dos denunciados, mas representa evento com consequências infinitas no cenário político-social:
  • Acirramento nas guerras ideológicas, Capitalismo versus Comunismo;
  • Confrontos nas vias públicas para defender os honestos, mesmo que de honesto não tenha nada, o simples barbarismo de agir por agir;
  • Conluios apressados entre a esquerda e a direita para tentar amenizar os ânimos dos cidadãos que querem justiça, e não defesa de bandeiras partidárias;
  • Desconfiança exacerbada às instituições democráticas, principalmente ao Poder Judiciário;
  • Fomento de um novo Golpe Militar, com fechamento do Congresso Nacional e perseguições aos corruptos. Ou um golpe sem bandeiras e partidos, apenas um golpe sem direção certa — o desespero é atordoante;
  • Normose acentuada no comportamento de todos os brasileiros;
  • Fortalecimento do Estado Democrático de Direito;
  • Vozes, de norte a sul, de leste a oeste, de combate contra qualquer partido e agente político, independentemente de bandeira política, que venha a lesar a Nação;
  • Confrontos populares disfarçados de pró-democracia, todavia com sentimentos de eugenia, darwinismo social, neonazismo;
  • Fortalecimento de pró-direita e pró-esquerda como forma de acusações genéricas e desvirtuar a real problemática brasileira: corrupção generalizada no meio político.
Com certeza, acusações entre opositores, alimentadas por mídias às quais defendem partidos e ideologias partidárias, e não ao Estado Democrático de Direito, e os motivos são diversos, dentre eles o fisiologismo do "toma lá dá ca", se acentuarão. O Estado Democrático de Direito se encontra fragilizado, quando os partidos protegem afiliados que sabem que participaram de conluios com empresários, ou cometeram crimes pelas próprias iniciativas. Pior, quando é o partido em si que se encontra infestado de ratos. Contudo, mesmo no cenário perturbador, os brasileiros não podem perder o foco principal: o Estado Democrático de Direito.
Sangue e lágrimas foram jorrados no solo pátrio, principalmente durante o Golpe Militar [1964 a 1985], para que se materializasse uma Constituição humanística, que protegessem todos e quaisquer cidadãos. Perpetuar ideologias contrárias à democracia, ou seja, perpetuar confrontos ideológicos retrógrados [darwinismo social, eugenia, nazismo, Capitalismo versus Comunismo, da Guerra Fria] apenas desencadeará a bestialidade latente na humanidade. A fera [instintos] apenas estão adormecidos, esperando uma oportunidade para se manifestar. Ao contrário dos trogloditas, os quais agiam mais pelos instintos do que pela intelectualidade emotiva, o Homo Sapiens tem a capacidade de agir maquiavelicamente com o grau de desenvolvimento intelectual contemporâneo. A intelectualidade, desprovida da razão humanística, provoca ações de perversidade elaborada requintadamente. Os resultados podem ser mensurados pelo ocorrido na Segunda Guerra Mundial.
Pode parecer, desde articulista, que este texto é sensacionalista, mas não o é. É preciso sempre, em momentos de extrema euforia e comoção nacional, sempre, alertar para os atos humanos. A Revolução Francesa, por exemplo, apesar de contribuir para o fortalecimento dos direitos humanos, representou a intelectualidade sem freios. Cabeças rolaram, de culpados e inocentes. No final, mais sadismo do que defesa da humanização nas relações humanos, indiferentemente de posição social.

Delação premiada de Delcídio. Qual o motivo real?

Os acusados dizem que Delcídio apenas age com vingança. Porém vingança pressupõe, quase sempre, justiça pelas próprias mãos contra os algozes. É Delcídio um Conde de Monte Cristo? Ou apenas um louco a querer destruir todas as conquistas, até o início deste século, democráticas, por insuflar ódio genérico que possa levar a guerra civil? Ou, sendo um Conde, mesmo que sua vingança represente a sua própria maculação à vida política, a verdade custe o que custar? Somente com o prosseguimento da Lava Jato é que poderemos saber se Delcídio delatou veridicamente ou não.

Lula como Ministro

Há uma ideia passada por algumas mídias marrom, de que caso Lula seja empossado com Ministro de Dilma, ele não será mais condenado, se estivesse sob jurisdição de Sérgio Moura. Irrealístico tal pensamento, porque foro privilegiado não é sinônimo de impunidade. Lula seria, caso Ministro, julgado pelo STF. Ora, achar que no STF Lula teria vantagens é chancelar que a Corte Maior está repleta de ratos à serviço do PT. Sérgio Moura tem prestado ótimos serviços à Nação, mas não é um deus, não é a incorporação da Justiça normatizada na CF/88, o Estado Democrático de Direito. Mesmo que Lula não seja Ministro, mas condenado por Moura, ainda assim, Lula poderá recorrer ao STF. O duplo grau de jurisdição consagrado pelo STF não quer dizer a última instância, isto é, condenado em última instância, a condenação é definitiva.

Alerta

Diante de novos fatos, todos os cidadãos brasileiros devem sempre discernir através de vastas informações em diferentes canais midiáticos, e não se fixar em único meio de comunicação. Quando um meio de comunicação acusa tão somente a esquerda, algo de podre há; assim como no caso de defesa extrema da esquerda. Defender partidos, sem defender a Democracia universalista, é dar um tiro no pé.

Imprima ou salve em PDF

Sobre o Autor:
Humanista que contribui para a efetiva aplicação do artigo 3°, da CF/1988; (objetivos fundamentais), do artigo 5°, da CF; (Direitos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana), do artigo 37 (princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; principalmente sobre a moralidade administrativa) da Constituição Federal de 1988; e Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos e Garantias Fundamentais da Pessoa Humana dos quais o Brasil é signatário. NÃO HÁ DIGNIDADE HUMANA NUMA NAÇÃO QUANDO A MAIORIA DO POVO NÃO TEM QUALIDADE DE VIDA SEJA POR: SALÁRIO MÍNIMO QUE NÃO ATENDE AS NECESSIDADES BÁSICAS (art. 7°, IV, da CF); ESCASSEZ OU AUSÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA (art. 144, da CF); SERVIÇOS PÚBLICOS INEFICIENTES (LEI Nº 8.987, DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995); IMORALIDADE DOS AGENTES POLÍTICOS (LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992); DOENÇAS PROVOCADAS POR PRECARIEDADE NA INFRAESTRUTURA DE SANEAMENTO BÁSICO (LEI Nº 11.445, DE 5 DE JANEIRO DE 2007); OMISSÃO, NEGLIGÊNCIA DAS AUTORIDADES PÚBLICAS QUANTO AO USO INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO HUMANA (LEI Nº 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989); VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTARES PARA ABSOLVER AGENTE POLÍTICO CORRUPTO..